Temas em Ciências para Adolescentes

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Por Renata Santos

Aqui em casa ciências é uma disciplina bem livre. Além dos experimentos, apresentações orais, deixo quase sempre livre os temas para o estudo. O motivo do quase sempre, é que existem alguns temas em que acabo me deparando em uma leitura ou outra, mas na verdade, quem são os grandes investigadores são os meninos.

Não canso de dizer que enquanto o livro didático está indo com o milho, nós já estamos voltando com o fubá pronto. Deixe-me exemplificar: hoje no almoço os meninos estavam comentando que assistiram um vídeo sobre o comportamento do corpo humano no espaço, especialmente as reações adversas no olho e ossos que a ausência da gravidade em longo período. Enquanto nos contavam, explicaram que no osso existiam as células que depositam a matriz óssea nova (e o meu marido logo complementa: osteoblastos) e na mesma toada Davi continua falando que existem células que absorvem a matriz óssea antiga (e César: osteoclastos). E é assim, o ensino vai se dando de uma maneira informal, na refeição, por exemplo. Na verdade, saber o que acontece nos ossos na ausência da gravidade, ou seja, compreender o processo é infinitamente mais interessante que o nome das células, que é o verniz final do aprendizado. Entendam: a nomenclatura é importante, mas nem de longe é o principal. Essa é essência do aprendizado em casa!

A ideia que eu gostaria de ressaltar é que enquanto os livros didáticos dedicam uma pequena parte à aplicação da ciência na atualidade, geralmente em seções do tipo “Ampliando o Conhecimento” que estão bem no finalzinho do texto base (quando o adolescente já está doido para finalizar o o para casa), o homeschooling permite que esses temas sejam os principais. Além disso, a contextualização do que ocorre de fato na ciência bem como a sua aplicação, desperta um interesse enorme nos adolescentes. Vocês já devem ter meouvido falar: quem está interessado na aquele arroz com feijão do livro didático enquanto se pode observar a estação espacial ao vivo e as experimentos dos astronautas ?

Aqui em casa ninguém que perder muito tempo em trivialidades tradicionais do ensino das ciências. Na verdade querem partir para o universo da mais alta tecnologia, sem paradas para infinidades de nomes sem sentidos e notas de roda pé.

Estou postando alguns dos temas que eles tem pesquisado, com algumas referências ao lado para que possam servir de inspiração para o estudo aí na sua casa:

Biomimética

Sons dos Planetas do Sistema Solar

Buraco Negro em 360º – Simulação

Nanomedicina

Clonagem

Próteses e Órteses

Espero que esse post seja mais um encorajador da saída da caixa. Prepare seus filhos para o um mundo real, dinâmico, altamente tecnológico, em que Deus atua por meio da graça comum, abençoando toda a humanidade!

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Obrigado Mãe, por Me Ensinar a Ler!

Como a Ana vai demorar algum tempo para a alfabetização, segue um texto da querida Carol Piscke sobre o assunto! Boa leitura!

Carol Piscke

Alfabetização

Aqui em casa temos o costume de acordar cedo e na maioria das vezes os meninos acordam antes do que eu e o Leandro. Tem dias em que eles vêm para o nosso quarto dar um beijo de bom dia, dias em que decidem ficar conversando nas suas camas e noutros arrumar a mesa do café. O que começou a chamar a minha atenção para a alfabetização foi ver, ao acordar, o Davi (meu filho mais velho) por diversas vezes sentado no sofá da sala, segurando minha bíblia de estudos e tentando decifrar o que estava escrito por lá.

Nunca fui a favor de acelerar o processo de alfabetização de uma criança. Meu filho havia recém completado 5 anos e eu tinha a ideia de que ele iria iniciar a ler e a escrever quando entrasse no ensino fundamental. Mas a insistência dele e as perguntas que me fazia diariamente…

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Trabalhando religiões no homeschooling

archer-2345211_1920Por Renata Santos

Uma das críticas dos contrários ao homeschooling é afirmar que os filhos educados em casa acabam sendo criados sob uma única perspectiva religiosa, não vivenciando a tão amada  diversidade (eita palavrinha da moda) em vários aspectos, inclusive o religioso. Bom, desta feita, no dia de hoje gostaria de relatar o que temos trabalhado nas últimas 2 semanas, para desmistificar o que muitas vezes paira pela mente das pessoas de uma maneira geral.

Há bastante tempo meus filhos vem se interessado pela origem das diversas religiões. Como estudamos a história de uma forma profunda, essas observações foram surgindo naturalmente ao estudar os costumes dos povos da Antiguidade e a caminhada da igreja cristã ao longo dos séculos. Essas questões passaram de simples observações quando eram menores, até curiosidade e questionamentos quando entraram na adolescência. Portanto, a Fase da Dialética se apresenta na vida dos adolescente de uma maneira muito natural, e a busca pela compreensão dos fatos se torna base para muita conversa. Se você acha que seu filho pequenino pergunta muitos porquês, espere para quando chegar à adolescência munidos de um conhecimento robusto… é fantástico!

Concomitantemente, há vários anos temos estudado uma disciplina chamada Apologética, que nada mais é que a defesa da fé por meio de bons argumentos. Iniciamos o homeschooling com as Falácias do Humanismo rebatendo-as com cosmovisão cristã, e após demos continuidade ao estudo com as grandes religiões mundiais, sob a ótica cristã.

Nesse exato momento, começamos o estudo sobre o Islamismo. (Amo colocar os verbos na terceira pessoa do plural, pois tenho aprendido muito!). Devido aos acontecimentos das últimas décadas, atentados, guerras, grupos terroristas, e etc, houve um despertamento para compreender a origem de tudo isso e seus desdobramentos para com a  história e para com a fé cristã.

Iniciamos então as lições do Mistery of Histrory que tratam sobre a vida de Maomé, seus escritos e ensinamentos. Esse livro possui uma visão cristã dos eventos, e de uma maneira bastante sábia, aborda da dispersão do Islamismo no princípio da Idade Média.

Associado ao livro, conforme disse acima, temos estudado o livro Uma Introdução Cristã às Religiões Mundiais, de Johannes G. Vos. O livro consiste em texto base e perguntas para a interpretação do mesmo. Além de discutir as principais religiões (Hinduísmo, Budismo, Confucionismo, Xintoísmo, Islã, Judaísmo), o autor aborda questões filosóficas como a religião ser um fato na vida humana, a origem da religião e etc.

Vários são os recursos que estamos utilizando: temos assistido alguns filmes que falam sobre a vida de Maomé, seus ensinamentos, e sobre os islamismo. Alguns depoimentos dos adeptos do Islã, e temos conferido algumas passagens do Corão. Ao final, sempre discutimos questões importantes, comparando a nossa fé com a fé dos muçulmanos.

Uma atividade excelente, que abarcou diversos conteúdos foi a análise desse vídeo do You Tube Dispersão das religiões no mundo através dos tempos. Foi muito bom verificar que as informações estudadas anteriormente fizeram sentido: países, impérios, personagens, religião, filosofia, tudo esteve presente na análise.

Para complementar essa fase de estudos, escolhi uma biografia interessante chamada o Filho do Hamas, uma história de um terrorista que se converteu ao cristianismo, e sua perspectiva sobre a sua criação, família, religião e política.

Gostaria de ressalvar que esse processo acontece desde muito cedo, quando inculcamos no coração das crianças a Palavra de Deus, para que mais tarde aprendam a manejá-la com eficiência e a usá-la como “a vara de medida” para comparar as demais coisas.  A informação gera questionamentos saudáveis e fortalecimento da fé quando trabalhados cuidadosamente aos pés da cruz. Sou grata a Deus por conseguir ver tudo isso acontecendo na vida de meus rapazes, rogando que todo esse conhecimento possa ser utilizado para a glória do Senhor.

” Como flecha nas mãos do guerreiro assim são os filhos de sua mocidade.” Sl 127:4.

 

 

 

 

Homeschooling parcial, existe afinal?

Foto cadernos

 

Por Renata Santos

Nós últimos meses tenho visto muitos pais que possuem filhos estudando em escolas afirmarem que estão realizando homeschooling parcial. Por outro lado, as famílias homeschoolers estão tentado diferenciar entre supostos tipos de homeschooling. Com a adesão de inúmeras famílias que estão optando pela Educação Familiar Desescolarizada , decidi entrar nessa discussão, a fim de quem sabe, contribuir um pouco para o esclarecimento da situação. Como diriam os antigos: terei que colocar minha colher nessa cumbuca!

A expressão homeschooling parcial tem ganhado muitos adeptos, principalmente em grupos de educação domiciliar. A compreensão desse termo aqui no Brasil, baseado no seu uso constante, tem ganhado status de senso comum. Um pouquinho de envolvimento no mundo homeschooler  é suficiente para levar a compreensão generalizada de que no homeschooling parcial a criança recebe apoio dos pais após o período da escola. Nessa concepção, a criança frequenta uma instituição escolar mas é frequentemente auxiliada pelos pais com as tarefas escolares,  os quais atuam sanando lacunas de conteúdo, aprofundando alguns temas, ou até mesmo propondo conteúdos não contemplados pela escola regular.

Levando em consideração o princípio dessa definição, todas as famílias que possuem filhos em escola, que se preocupam com o aprendizado, que se afadigam na lida diária da estimulação cognitiva e dos afazeres escolares, seriam então homeschoolers parciais.

Mas afinal, o tal do homeschooling parcial existe?

Ao investigar mais atentamente esse termo, descobri que nos EUA o partial homeschooling  ou part time homeschooling realmente existe, porém sua concepção difere da utilizada pelos pais brasileiros.

Para as famílias homeschoolers americanas (ou boa parte delas, dependendo do Estado em que moram), a escola  é uma parceira na formação de seus filhos. Então, aulas são oferecidas para as a famílias como suporte para o homeschooling: artes, música, esportes, laboratórios, são algumas das disciplinas especializadas disponibilizadas.  Dessa forma, as crianças educadas em casa podem usufruir da estrutura escolar, de acordo com a conveniência ou desejo dos pais.  Algumas práticas também são consideradas como homeschooling parcial, como por exemplo o auxílio por meio de tutoria em assuntos específicos como a alfabetização, ou aulas particulares de disciplinas específicas.

Pesquisando mais um pouco, descobri que muitas são as razões para que os pais lancem mão do homeschooling parcial: algum acontecimento familiar que impeça o homeschooling integral (como uma doença grave de um membro da família, por exemplo), a necessidade de um suporte acadêmico especializado para determinada disciplina, uma ajuda profissional especializada para aquele filho atípico, dentre outros.  Veja alguns artigos sobre o assunto: Homescolling parcial EUA 1 e  Homeschooling Parcial EUA 2

 

 

Portanto, o homeschooling parcial é apenas uma face do homeschooling integral. Em outras palavras, quem faz homeschooling parcial necessariamente pratica também o homeschooling integral.

Se você tem utilizado a nomenclatura de modo equivocado, quero te dizer que compreendo perfeitamente seu desejo. Vejo uma preocupação maravilhosa dos pais em relação a educação de seus filhos, inclusive nas famílias com crianças escolarizadas. Quando observo no face, pais dizendo: “me ajudem, faço homeschooling parcial e…” consigo enxergar amor e dedicação parental.

Inclusive ouso afirmar que a confusão da nomenclatura reflete a inconformidade da atual situação educacional. Algumas são famílias que se encantaram pela proposta educacional do homeschooling, mas estão juntando toda a sua coragem para dar esse passo tão importante. Outras, desejam praticar a educação domiciliar, mas não podem por diversos fatores.

Mesmo assim devo enfatizar que quando se menciona que o homeschooling é um estilo de vida, é quase impossível imaginar uma fusão escola/homeschooling. Filosofias diferentes, objetivos diferentes. É quase como estar na praia de casaco e cachecol.

Minha  humilde sugestão então  é chamar todo aquele trabalho pós escolar de afterschooling, que é nomenclatura mais condizente com a situação. Realizar tarefas de casa, acompanhar e estudar conteúdos, tomar o conteúdo da prova, conferir materiais, e quem sabe estudar algo mais. Na verdade esse nome cult, nada mais é o que toda mãe e pai de bem faz com crianças escolarizadas: acompanhá-las e certificar que o aprendizado está ocorrendo. Eu mesma realizei esse imenso e exaustivo trabalho durante 10 anos de nossas vidas.

Para finalizar, apenas um alerta. Estar entre esses dois mundos: escolarizado e não escolarizado, pode parecer proveitoso a primeira vista, porém a chance de sobrecarregar seu filho com excessos é grande. Conteúdo não é tudo na vida. Viver com qualidade, ser criança, ter momento para criar e descansar devem fazer parte da vidinha de seu filho!

E um desafio: você deve se perguntar quais são os motivos que levam a permanecer  com seu filho na escola, e por que o mundo da educação domiciliar te atrai tanto. Faça uma reflexão sincera, e siga em frente com sua decisão, seja ela qual for.

O meu maior desejo é que tenhamos  todos, escolarizados e homeschoolers, satisfação e alegria na educação de nossos filhos!

 

Artes, História e Filosofia: que delícia de lição!

Aqui estamos nós novamente dando uma amostra de como trabalhamos. Associar as Artes com as disciplinas é um dos meios de aprendizagem favoritos daqui de casa. Desse modo, de “uma cajadada só” aprendemos vários aspectos de um tema.

Já postei aqui um texto sobre a interdisciplienariedade da Teologia com a Arte. Agora, associamos a História e a Filosofia. O tema foi A Morte de Sócrates, retratado por Jacques-Louis David. Eis o resultado da atividade proposta.

Sócrates

Socrates

Sócrates foi um grande filósofo da Grécia que nasceu em Atenas em 470 a.C. Seu pai foi um famoso escultor e sua mãe foi uma parteira. Cresceu e se tornou soldado, escultor, político e finalmente filósofo em sua maturidade.

Trazia consigo pensamentos novos para as pessoas, que se escandalizavam e estranhavam as afirmações que o filósofo fazia. Seus pensamentos eram focados ne essência do homem e em absolutos, coisa que muitos filósofos não chegaram a pensar pois estavam concentrados em entender o sentido da natureza.

Sócrates admirava as pessoas que reconheciam que não sabiam de nada, considerando assim os ignorantes como sábios. Para ele,  ignorantes eram aqueles que afirmavam saber sobre várias coisas e que afirmavam que tinham superioridade sobre outras pessoas em certos assuntos.

Mais tarde foi considerado como o homem mais sábio que existia pelo Oráculo de Delfos. Sócrates não ficou orgulhoso, mas surpreso porque afirmava que não era tão sábio  e disse sua frase mais famosa: “só sei que nada sei ”, conhecida como o paradoxo socrático. Então, após sua visita ao oráculo ele passou a procurar homens famosos, afirmando que seriam mais sábios que ele, mas ficou decepcionado: todos eram ignorantes.

O filósofo era amado por seus aprendizes, principalmente por Platão, o seu  sucessor, que citava seu mestre como protagonista em várias obras literárias suas. Mas Sócrates também possuía inimigos que semeavam afirmações falsas sobre seus ensinamentos. Por causa dessas afirmações Sócrates foi levado ao julgamento que traria sua morte.

Nesse julgamento, o filósofo era acusado de confundir a cabeça dos jovens atenienses e negar as divindades gregas. Sócrates se defendeu com argumento de seus pensamentos: de que não era sábio e também falho. Essa foi a oportunidade que os juízes esperavam, e condenaram Sócrates a morte por envenenamento.

Na obra “A Morte de Sócrates” feita por Jacques Louis David podemos ter uma ideia de como foi o momento de sua morte; a mão do filósofo estendida ao cálice de veneno enquanto ensinava aos seus amigos e aprendizes que a morte era um presente bem recebido àqueles que foram incompreendidos.

Homeschool x Maternidade: Gravidez

gravidez

Por Renata Santos

Estou em processo de retorno de minhas atividades –  a paradinha foi necessária para gerar, parir e “puerperar”. Para aqueles que não nos acompanham pessoalmente ou pelo face, somos pais de mais uma linda filha que o Senhor nos concedeu: Ana, que significa cheia de graça.

A chegada da Aninha em nossas vidas tem sido uma alegria e gostaria de fazer um relato sobre como foi a gravidez e o nosso homeschooling.  Em um próximo post, falarei sobre como é ter um bebezinho em meio a rotina de estudos.

O homeschooling é maravilhoso, aliás, foi ele um dos fatores preponderantes para que ampliássemos nossa família.  Quando fomos convencidos de que deveríamos retomar a educação integral de nosso filhos, um novo mundo se descortinou. Vários paradigmas foram quebrados e revistos, e um deles era a preocupação excessiva com “o que vestir e o que comer” (Mt 6:25 e 1 Tm 6:8).

Nessa área, estávamos influenciados por filosofias seculares. Não poderíamos ter mais filhos, porque estávamos preocupados demais em como pagaríamos a escola, o convênio, as infinitas aulas extracurriculares, a futura faculdade, o intercâmbio quando adolescentes, as férias no exterior. Graças a Deus, fomos desenformados pelo conhecimento do que Ele deseja para uma família, e aprendemos que a simplicidade e a presença constante dos pais seriam suficientes para dar uma exímia educação (valores+ academia) aos nossos filhos. E viveríamos de modo mais frugal, nos alegrando nas pequenas coisas, como chamar um delivery e assistir um filminho em casa.

“4 filhos???” é a frase que mais escuto, associada a uma cara de espanto. Já me perguntaram se eram do mesmo casamento, se foi uma escapada (?), se vamos tomar alguma providência contraceptiva mais definitiva, e coisas do gênero. É triste saber que o mundo com suas exigências tem restringido tanto a família, a ponto de parecer loucura ou irresponsabilidade se regozijar no que Deus nos deu de mais precioso.

E então, no começo de 2017 fomos agraciados com a notícia de um bebê. Após 2 abortos espontâneos, a notícia foi comemorada por toda a nossa família: avós, tios, primos. Para mim foi mais um momento ímpar em minha vida, gratidão por uma oração atendida.

A gravidez foi inserida diretamente no homeschooling, a partir do positivo. A gestação virou pauta de muitos estudos: estudamos as Leis de Mendel para saber qual seria a probabilidade de que Ana tivesse os olhos claros como sua avó materna; acompanhamos seus desenvolvimento semana a semana e estudamos embriologia; estudamos praticamente todos os sistemas do corpo humano; investigamos os tipos de parto, as diferenças para a cesárea; vimos as doenças que uma gestante não pode ter e suas consequências na vida de um bebê em formação; se interessaram pelo ultrassom e suas imagens. Queriam saber a origem dos enjoos, dos inchaços, dos benefícios da dieta com poucos carboidratos e sua relação com a glicemia.

As crianças passaram a acompanhar como era o dia a dia de uma gestante: os enjoos dos primeiros meses, os desejos, as restrições, o cansaço, o corpo se transformando, o humor oscilando. Um verdadeiro aprendizado. Veja bem, quando temos em escadinha, como foi aqui em casa com os 3 primeiros, os irmãos tem pouca dimensão do que é uma gravidez. Mal conseguem associar que o neném que estão conhecendo, era a barriga de ontem. Mas quando podemos ter a oportunidade de ter vários filhos ou dar um tempo maior entre eles, a lição da gravidez pode ser levada para suas vidas adultas. Nossos meninos saberão das limitações de suas futuras esposas e agirão com amor, pois observaram o companheirismo e o carinho do pai durante a gestação. Para nossa filha, a mudança de um corpo que abriga uma vida, o pré natal, o parto, não será novidade. Viveram intensamente a gravidez comigo. Isso é homeschooling.

Quanto a nossa rotina, posso afirmar que ela certamente foi afetada. Mas mais uma vez a flexibilidade do homeschooling foi maravilhosa! O Senhor foi muito bom, pois meus enjoos foram noturnos, diferentemente das gestações anteriores (antes de abrir os olhos pela manhã eu já estava no banheiro)! Então consegui manter o ritmo da casa e dos estudos até os 7 meses.

A partir daí o cansaço começou a bater. Uma solução foi começar a acordar um pouco mais tarde para compensar as noites mal dormidas, e nos recolher um pouco mais tarde também. As tarefas que requeriam um acompanhamento maior eram realizadas pela manhã, e as mais fáceis, à tarde quando eu tirava um cochilo. Ao final da tarde, corrigia as atividades e repassa individualmente os exercícios que tiveram dificuldades. Como estão na idade de andar na rua sozinhos, iam e voltavam das atividades extracurriculares. Os jantares ficaram mais práticos, e a dieta mais calórica (rs). As crianças assumiram as refeições quando eu estava cansada, e me surpreendi com a variedade dos pratos.

Interrompemos os estudos no dia do nascimento e agora, após 2 meses, estamos retomando. As férias coincidiram com o final de ano e janeiro, então foi perfeito: acampamento, casa dos avós, visita dos amigos…

E agora inciamos uma nova etapa. Um bebê pequeno e a retomada dos estudos e das atividades que exerço em casa. Logo estarei fazendo o relato de como andam as coisas para que outras mães se sintam encorajadas e acalentadas. Não há mistério nenhum. É a vida como ela deve ser vivida, em sua totalidade pelo integrantes da família.

Um grande abraço de uma feliz mãe de 4.

Primeiro lugar: trabalho ou filhos?

 

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Por Gabriel Santos (14 anos)

Quando estudava na escola, eu e meus colegas conversávamos sobre o tempo que passávamos com as nossas famílias e a união que tínhamos com elas. Uns falavam que preferiam ficar a sós, assistindo TV ou jogando videogame. Outros falavam que os pais sempre ficavam fora trabalhando. E alguns falavam que os pais passavam o dia inteiro na frente do computador ou do celular, marcando compromissos, estudando, conversando ou resolvendo contas. Mas quando falei que eu e minha família tentávamos ficar ao máximo juntos e que tentávamos ter as refeições juntos todos os dias, eles ficaram espantados: “O quê?! Seus pais tem tempo para você?”

Nos dias de hoje, o trabalho tem sido o principal objetivo na vida das pessoas. Eles chegam a tomar o lugar do tempo da comunhão da família. A sociedade tem falado que é obrigatório fazer o mestrado e o doutorado e talvez, depois o casal tenha filhos. Infelizmente essa é a realidade de várias famílias brasileiras. Vários optam por contratar uma babá, porque irão ficar fora o dia inteiro, sendo que a responsabilidade de ensinar e acompanhar o desenvolvimento da criança é dos pais. Antigamente, eu e minha família almoçávamos juntos, mas esse era um dos raros momentos que todas as pessoas da minha família tinham para ficar juntos. Ou era meu pai que trabalhava ou era minha mãe que trabalhava alguns dias da semana. O que permanecia em casa tinha que se preocupar com a organização da casa e com o para casa dos filhos.

Quando minha mãe saiu do seu trabalho e iniciou o Homeschool, percebi o quanto era bom ter ela sempre ao meu lado, me ensinando todas as coisas de perto. Agora, os momentos em família se tornaram constantes na minha vida. Sempre vejo o meu pai, mesmo trabalhando, e ele sempre tem arranjado tempo para mim e para os meus irmãos. Com isso, consigo ver que com trabalho equilibrado, é possível que o tempo familiar favoreça o crescimento do amor e ligação dentro de casa.

Estourando a “Bolha”

 

Por Davi Santos

Você já conversou com alguém que não concorda com a Educação Domiciliar? Se já, então você sabe, que se perguntarmos para tal pessoa por que ela não concorda com esse tipo de educação, muito provavelmente ela irá responder: ” Não concordo com a educação domiciliar, pois as crianças educadas em casa não possuem o menor tipo de socialização. Vivem em uma bolha criada pelos pais! Não possuem amigos e pessoas para conversar; apenas seus pais e irmãos!”  Será mesmo que estamos dentro de uma bolha!? Ou será que essa bolha nunca existiu?

Eu já tive a oportunidade de estudar em uma escola particular por 10 anos, e após essa idade eu comecei a fazer o Homeschooling. E admito: possuo uma socialização melhor na Educação Domiciliar do que na escola que frequentei. Por exemplo, atualmente em uma quarta – feira normal no meu dia-a-dia, pela manhã vou para uma aula de Botânica com um senhor muito querido de nossa família. Depois almoço na casa dos meus avós e ficamos lá até 1 da tarde. À tarde faço minha lição de Inglês, tomo meu lanche e vou para minha escola de Inglês, que fica a 1 quarteirão de distância da minha casa. Após voltar do inglês, assisto algum vídeo interessante no You Tube e depois vou para a minha academia de artes marciais (que deve ter 20 alunos no meu horário.) junto com meu irmão. Então chego em casa, janto e durmo. Tenho um dia agitado para quem está dentro de uma bolha, não é?

Quando eu estava na escola, eu ficava 4 horas por dia em uma sala de 20 alunos, sem poder conversar ou brincar com algo, com direito de 25 minutos de recreio – tempo suficiente para comer, ir no banheiro e dar uma conversada rápida com meus colegas. Quando chegava em casa, almoçava e depois começava a fazer as infinitas lições de casa que os professores me passaram para o dia seguinte. Terminava às 18 horas e assistia TV até a hora de dormir. E esse é o conceito de “socialização” de muitas pessoas.

O que eu quero dizer com esse texto é: o que nos impede de socializar? Se a/o mãe/pai educador(a) quiser levar seu filho a um parque ou um museu, o que o impede? Nós, meninos e meninas educados em casa, temos várias oportunidades de socializar, e na minha opinião, oportunidades maiores do que em uma escola comum.

 

“Screen time” – tempo de tela

Educação em Família

Alguns anos atrás li uma reportagem interessante sobre pessoas importantes em Silicon Valley, e como controlavam severamente o acesso dos seus filhos à tecnologia que os próprios pais desenvolviam e vendiam. Um destes pais era o Steve Jobs.

Muitos estudos comprovam que exposição a telas pode ser prejudicial para os nossos filhos. Em nossa casa impomos limites estritos no uso do computador e outras telas. As crianças têm uma hora por semana para jogar ou assistir vídeos no computador ou iPad. Ocasionalmente a família assista um filme ou algum vídeo juntos, mas isto talvez algumas vezes por mês. Além disto, usamos as telas apenas para pesquisa ou para a educação (por exemplo, IXL.com).

Notamos ao longo dos últimos 20 anos que na medida que as crianças têm mais acesso aos jogos e filmes, elas têm menos capacidade de achar seu próprio divertimento. Crianças viciadas em telas logo logo falam “Não…

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Tenho medo de falar que faço homeschooling!

criança silencio

Por Renata Santos

Esse post surgiu a partir de um saudável compartilhamento de mães em um post sobre “o que falar quando perguntam em que escola seus filhos estudam?”. Portanto, agradeço as todas as mães a maravilhosa ideia para uma breve reflexão sobre o assunto.

Há dois anos atrás, quando mencionávamos que praticávamos a Educação Domiciliar, as pessoas nos encaravam como ETS. Faziam uma cara de “o que é isso? Crianças fora da escola? Como pode??”. Mas graças ao trabalho incansável de muitas famílias na divulgação  de suas práticas educativas por meio de sites e blogs, demonstrando todo o compromisso com a educação integral de seus filhos, hoje quando somos perguntados sobre onde as crianças estudam, as pessoas já falam: “ah, eu já li uma matéria sobre o assunto!” ou “já ouvi falar mesmo sobre isso!”. A informação tem transformado a estranheza em simpatia.

Porém, é perfeitamente normal que as famílias iniciantes no homeschooling se sintam um tanto desconfortáveis quando são questionadas sobre o assunto. Nós passamos por isso. Ser diferente muitas vezes é desconfortável mesmo. Ter que explicar para um estranho todo um processo que levou meses ou anos para ser gestado em apenas poucas palavras, muitas vezes torna-se uma missão impossível e até mesmo desgastante.

É verdade que muitas crianças possuem dificuldades em elaborar a vida educacional sem a escola. Principalmente quando saem da escola. Ficam meio perdidas quando questionadas. Alguns pais as orientam a dizer que estudam na escola da mamãe, ou mesmo colocam o nome da mãe nessa escolinha especial, ou chamam de Homeschooling, como um nome de uma escola particular. Sim, acho que para uma conversa entre crianças, funciona. Mas também funciona falar que não vai para escola e que estuda em casa. Geralmente a outra criança fala: “que legal! Mas vamos jogar futebol?”. Ou seja, tanto faz. Para responder a um adulto, talvez esse tipo de resposta seja um incentivador para maiores perguntas: “sua mãe tem uma escola?” “onde é a escola de sua mãe, aqui no bairro?” “o que é homechooling? Uma escola bilingüe?”. Então, explicação por explicação, já seria interessante você instruir a criança na medida em que for crescendo, a ser um verdadeiro expert no assunto e dar todas as informações necessárias de forma clara e com propriedade.

Outro fator agravante, é o medo (às vezes pânico para alguns pais) de serem denunciados e se verem envolvidos em um tsunâmi jurídico. Para falar a verdade,  compreendo perfeitamente esses sentimentos, pois ninguém quer ter essa dor de cabeça de forma intencional. Então, muitos de nós apresentam várias ressalvas em matricular os filhos em escolas de línguas e música, e outras atividades extracurriculares, por não confiarem nos estabelecimentos, pois os mesmos possuirão os dados cadastrais da família como endereço e telefone.

São preocupações muito legítimas, mas tenho aprendido com o tempo que quem está na “chuva é para se molhar”. E que a partir do momento que acreditamos tanto na Educação Domiciliar que investimos nossas vidas e de nossos filhos nessa empreitada, temos que ser corajosos o suficiente em defender nossas escolhas. Também devemos estar cientes, que quando optamos por esse caminho, existirão possibilidades reais de sermos envolvidos em algo que não queremos. Nesse caso específico, ajuda muito a compreender que todas as coisas acontecem debaixo da soberania de Deus, e que nenhum fio de cabelo cai de nossa cabeça sem que Ele tenha ciência. Ser prudente ajuda, é claro. Mas não haverá nenhum esforço humano, nenhum subterfúgio que impeça os planos do Senhor em nossas vidas, sejam eles agradáveis ou desagradáveis. Assim, quando a desconfiança e o medo apertam, entregue-os ao Senhor e descanse em sua providência.

Com a nossa vivência aprendemos uma coisa. Chamamos de compartilhar responsabilidades. Quando desejamos matricular nossos filhos em alguma atividade extracurricular, conversamos diretamente com o responsável pelo curso. Apresentamos a modalidade educacional, e a seriedade que essa opção de vida traz. Deixamos claro a nossa expectativa quanto a importância do curso ou prática esportiva que estamos adquirindo. Por exemplo, quando fomos matriculá-los no inglês, falamos da importância da aquisição da língua para a educação das crianças, e que necessitávamos o maior empenho possível por parte da escola para que as crianças aprendessem bem e rápido, pois dependíamos disso para adquirir materiais melhores e oportunidades acadêmicas mais amplas para nossos filhos. Funcionou bem. Temos reuniões frequentes e individualizadas com a coordenadora, monitorias quando percebem que não estão acompanhando, avaliações constantes, e muita atenção e dedicação por parte do corpo docente. Assim é também em cada uma das escolas de esportes que praticam. Temos conquistado a simpatia dos professores de todos os tipos para a Educação Domiciliar.

Acredito que atualmente seja muito mais fácil falarmos que praticamos homeschooling, do que há exatos 5 meses atrás. O grande refresco para nossas preocupações foi dado pelo ministro Barroso, quando suspendeu todas as ações contras as famílias homeschoolers até que seja julgada a constitucionalidade da modalidade.

Então, hoje temos total liberdade de falarmos, e a incrível oportunidade de aproveitarmos todos os momentos para fazermos uma propaganda pró ativa em favor da Educação Domiciliar. Portanto encorajo você que é homeschooler, não deixar de mencionar no supermercado, na livraria, na festa, no shopping, para os vendedores, e por onde mais passar, sobre o homeschooling ,suas características e seus benefícios. Dessa maneira estará ajudando a difusão do movimento e, por tabela, a sua família também!

E lembre-se: sejamos corajosos, prontos para lutar por algo que acreditamos  verdadeiramente!