Maternidade x Homeschooling: A Chegada de um Bebê

20180215_104356

Renata Santos

Muitas mães me perguntam como consigo estabelecer uma rotina com um bebezinho pequeno. Algumas, acredito para serem encorajadas e se certificarem de que aumentar a família é viável no homeschooling. Outras, talvez acostumadas com uma rotina que já fluía “liso”, e se veem perdidas quando um bebezinho entra como novo fator na equação.

O fato é que com o nascimento de um novo membro, toda a rotina da casa se reestrutura, havendo homeschooling ou não. A diferença é que as mães homeschoolers geralmente estão sozinhas em sua jornada, sem alguém para ajudar no trato com o bebê ou na faxina da casa. O bom andamento da casa, dos estudos e o cuidado com o bebê dependem 100% dela, e isso pode sobrecarregar não somente fisicamente, mas também emocionalmente.

Amo o homeschooling porque ele me deu a oportunidade de ampliar a minha família sem maiores estresses com despesas, afinal a escola é a maior conta no orçamento quando se tem muitos filhos. A Ana chegou com uma diferença de 12 anos de sua irmã seguinte, então talvez a minha experiência seja um pouco diferente do que a maioria das famílias que preferem engatilhar seus filhos no “modo escadinha”! Mas vou contar aqui um breve relato da nossa experiência familiar, pois acho que poderá contribuir um pouquinho para a sua experiência familiar.

Quando ela chegou no final de novembro, as atividades programadas para o semestre se encerraram e foram vencidas a tempo. Então, dei 3 meses completos para que todos nós pudéssemos apreciar a experiência que é tão marcante e importante em nossas vidas. Na verdade, o homeschooling mudou um pouco o foco, e passou a ensinar como é ter um bebê na vida de uma família. As “crianças” aprenderam demais: que o bebê é muito fofo, mas demanda muito de todos; que geme a noite toda, impedindo quem está no quarto de dormir; que acorda e chora de madrugada, que faz xixi o tempo todo e precisa ser trocado; que necessita banho e que se tenha muita higiene com suas coisas; aprenderam a segurar e embalar; e o mais legal: a interpretar suas necessidades que são manifestadas por meio de choros diferentes. E nesses 3 meses eles aprenderam tudo isso, pois foram totalmente imersos na experiência. Do que vale profundo academicismo sem a preparação para uma vida vida real? Um adolescente que sabe falar sei lá quantas línguas , mas não sabe trocar uma fralda ou dar um banho em um bebê? Não é isso que desejo para meus filhos.

Quando reiniciamos nossas atividades mais formais, a neném foi acostumada a permanecer em sua cadeirinha de descanso na sala que estudamos. Assim ficava por algum tempo, e cada um carregava um pouquinho quando ela se cansava. A criança que estava livre, era a que carregava. Eles também ficavam com Ana para que eu fizesse o almoço e também pudesse descansar (oh glória!).

A Ana já se acostumou a ser carregada para o quadro, a ficar sentada em cima do mapa mundi, a assistir apresentação, e aulas especializadas. Atualmente, com seus 9 meses, permanece brincando em meio aos estudos, e se sente terrivelmente atraída por cadernos, livros e lápis em geral. Quando escuta a música da Timeline já dá um enorme sorrisão na introdução, e ama ver um flashcard! Creio que o HS fluirá muito mais facilmente para ela. Também acredito no envolvimento dos irmãos mais velhos no aprendizado quando ela crescer mais um pouco, porque realmente as coisas acontecem muito naturalmente.

Pensando aqui com os meus botões, depois de 9 meses de caminhada, penso que o grande segredo para administrar a chegada de um bebê é: parar tudo, ou simplificar ao máximo. É compreender que o nascimento é homeschooling, aplicado de uma maneira tão vívida, que jamais nenhuma escola poderia ensinar. 

Aliás, o nascimento, a doença e a morte, são partes tão importantes da vivência familiar, mas ao mesmo tempo tão apartados de nossas crianças. Não me esqueço da mesa redonda que participei da Conferência Global no Rio, chamada família. Nela assisti um depoimento de uma mãe que mostrou toda a história de sua linda família homeschooler, e vimos em apenas 20 minutos, a história de vida de um pai diagnosticado com uma doença degenerativa. Vi um homeschooling girar em torno do enfraquecimento progressivo de um pai, antes viril e atuante como advogado de famílias homeschoolers. Fotos de um pai na cadeira de rodas indo a apresentações da comunidade, e logo depois na cama com seus filhos em volta. Ouvi o relato de sua morte. A mãe, ao final, disse que a doença moldou o homeschooler familiar, gerando um aprendizado e uma intimidade espiritual em seus filhos inimagináveis. Eu fiquei em prantos, aliás todos nós fomos profundamente tocados pela sabedoria e gratidão da mãe. Mas sai com essa lição: a vida comum do lar é para ser vivida em sua intensidade. 

Portanto, se você acabou de ganhar um bebê ou está prestes a dar as boas vindas ao mais novo integrante da família, dê tempo ao tempo. Curta seu bebezinho e deixe sua família curtir também. Deu para fazer o programado? Ótimo. Não deu? Ótimo também. Durante quanto tempo? O quanto você precisar. Aqui em casa foram 3 meses, mas na sua casa pode ser menos ou mais. Não se preocupe com que os outros vão pensar dessas mega férias acadêmicas, pois seus filhos estão aprendendo a serem pessoas mais virtuosas, bons cônjuges e pais. Não existe melhor coisa para se almejar!

 

 

 

Anúncios

Homeschool x Maternidade: Gravidez

gravidez

Por Renata Santos

Estou em processo de retorno de minhas atividades –  a paradinha foi necessária para gerar, parir e “puerperar”. Para aqueles que não nos acompanham pessoalmente ou pelo face, somos pais de mais uma linda filha que o Senhor nos concedeu: Ana, que significa cheia de graça.

A chegada da Aninha em nossas vidas tem sido uma alegria e gostaria de fazer um relato sobre como foi a gravidez e o nosso homeschooling.  Em um próximo post, falarei sobre como é ter um bebezinho em meio a rotina de estudos.

O homeschooling é maravilhoso, aliás, foi ele um dos fatores preponderantes para que ampliássemos nossa família.  Quando fomos convencidos de que deveríamos retomar a educação integral de nosso filhos, um novo mundo se descortinou. Vários paradigmas foram quebrados e revistos, e um deles era a preocupação excessiva com “o que vestir e o que comer” (Mt 6:25 e 1 Tm 6:8).

Nessa área, estávamos influenciados por filosofias seculares. Não poderíamos ter mais filhos, porque estávamos preocupados demais em como pagaríamos a escola, o convênio, as infinitas aulas extracurriculares, a futura faculdade, o intercâmbio quando adolescentes, as férias no exterior. Graças a Deus, fomos desenformados pelo conhecimento do que Ele deseja para uma família, e aprendemos que a simplicidade e a presença constante dos pais seriam suficientes para dar uma exímia educação (valores+ academia) aos nossos filhos. E viveríamos de modo mais frugal, nos alegrando nas pequenas coisas, como chamar um delivery e assistir um filminho em casa.

“4 filhos???” é a frase que mais escuto, associada a uma cara de espanto. Já me perguntaram se eram do mesmo casamento, se foi uma escapada (?), se vamos tomar alguma providência contraceptiva mais definitiva, e coisas do gênero. É triste saber que o mundo com suas exigências tem restringido tanto a família, a ponto de parecer loucura ou irresponsabilidade se regozijar no que Deus nos deu de mais precioso.

E então, no começo de 2017 fomos agraciados com a notícia de um bebê. Após 2 abortos espontâneos, a notícia foi comemorada por toda a nossa família: avós, tios, primos. Para mim foi mais um momento ímpar em minha vida, gratidão por uma oração atendida.

A gravidez foi inserida diretamente no homeschooling, a partir do positivo. A gestação virou pauta de muitos estudos: estudamos as Leis de Mendel para saber qual seria a probabilidade de que Ana tivesse os olhos claros como sua avó materna; acompanhamos seus desenvolvimento semana a semana e estudamos embriologia; estudamos praticamente todos os sistemas do corpo humano; investigamos os tipos de parto, as diferenças para a cesárea; vimos as doenças que uma gestante não pode ter e suas consequências na vida de um bebê em formação; se interessaram pelo ultrassom e suas imagens. Queriam saber a origem dos enjoos, dos inchaços, dos benefícios da dieta com poucos carboidratos e sua relação com a glicemia.

As crianças passaram a acompanhar como era o dia a dia de uma gestante: os enjoos dos primeiros meses, os desejos, as restrições, o cansaço, o corpo se transformando, o humor oscilando. Um verdadeiro aprendizado. Veja bem, quando temos em escadinha, como foi aqui em casa com os 3 primeiros, os irmãos tem pouca dimensão do que é uma gravidez. Mal conseguem associar que o neném que estão conhecendo, era a barriga de ontem. Mas quando podemos ter a oportunidade de ter vários filhos ou dar um tempo maior entre eles, a lição da gravidez pode ser levada para suas vidas adultas. Nossos meninos saberão das limitações de suas futuras esposas e agirão com amor, pois observaram o companheirismo e o carinho do pai durante a gestação. Para nossa filha, a mudança de um corpo que abriga uma vida, o pré natal, o parto, não será novidade. Viveram intensamente a gravidez comigo. Isso é homeschooling.

Quanto a nossa rotina, posso afirmar que ela certamente foi afetada. Mas mais uma vez a flexibilidade do homeschooling foi maravilhosa! O Senhor foi muito bom, pois meus enjoos foram noturnos, diferentemente das gestações anteriores (antes de abrir os olhos pela manhã eu já estava no banheiro)! Então consegui manter o ritmo da casa e dos estudos até os 7 meses.

A partir daí o cansaço começou a bater. Uma solução foi começar a acordar um pouco mais tarde para compensar as noites mal dormidas, e nos recolher um pouco mais tarde também. As tarefas que requeriam um acompanhamento maior eram realizadas pela manhã, e as mais fáceis, à tarde quando eu tirava um cochilo. Ao final da tarde, corrigia as atividades e repassa individualmente os exercícios que tiveram dificuldades. Como estão na idade de andar na rua sozinhos, iam e voltavam das atividades extracurriculares. Os jantares ficaram mais práticos, e a dieta mais calórica (rs). As crianças assumiram as refeições quando eu estava cansada, e me surpreendi com a variedade dos pratos.

Interrompemos os estudos no dia do nascimento e agora, após 2 meses, estamos retomando. As férias coincidiram com o final de ano e janeiro, então foi perfeito: acampamento, casa dos avós, visita dos amigos…

E agora inciamos uma nova etapa. Um bebê pequeno e a retomada dos estudos e das atividades que exerço em casa. Logo estarei fazendo o relato de como andam as coisas para que outras mães se sintam encorajadas e acalentadas. Não há mistério nenhum. É a vida como ela deve ser vivida, em sua totalidade pelo integrantes da família.

Um grande abraço de uma feliz mãe de 4.

Tenho medo de falar que faço homeschooling!

criança silencio

Por Renata Santos

Esse post surgiu a partir de um saudável compartilhamento de mães em um post sobre “o que falar quando perguntam em que escola seus filhos estudam?”. Portanto, agradeço as todas as mães a maravilhosa ideia para uma breve reflexão sobre o assunto.

Há dois anos atrás, quando mencionávamos que praticávamos a Educação Domiciliar, as pessoas nos encaravam como ETS. Faziam uma cara de “o que é isso? Crianças fora da escola? Como pode??”. Mas graças ao trabalho incansável de muitas famílias na divulgação  de suas práticas educativas por meio de sites e blogs, demonstrando todo o compromisso com a educação integral de seus filhos, hoje quando somos perguntados sobre onde as crianças estudam, as pessoas já falam: “ah, eu já li uma matéria sobre o assunto!” ou “já ouvi falar mesmo sobre isso!”. A informação tem transformado a estranheza em simpatia.

Porém, é perfeitamente normal que as famílias iniciantes no homeschooling se sintam um tanto desconfortáveis quando são questionadas sobre o assunto. Nós passamos por isso. Ser diferente muitas vezes é desconfortável mesmo. Ter que explicar para um estranho todo um processo que levou meses ou anos para ser gestado em apenas poucas palavras, muitas vezes torna-se uma missão impossível e até mesmo desgastante.

É verdade que muitas crianças possuem dificuldades em elaborar a vida educacional sem a escola. Principalmente quando saem da escola. Ficam meio perdidas quando questionadas. Alguns pais as orientam a dizer que estudam na escola da mamãe, ou mesmo colocam o nome da mãe nessa escolinha especial, ou chamam de Homeschooling, como um nome de uma escola particular. Sim, acho que para uma conversa entre crianças, funciona. Mas também funciona falar que não vai para escola e que estuda em casa. Geralmente a outra criança fala: “que legal! Mas vamos jogar futebol?”. Ou seja, tanto faz. Para responder a um adulto, talvez esse tipo de resposta seja um incentivador para maiores perguntas: “sua mãe tem uma escola?” “onde é a escola de sua mãe, aqui no bairro?” “o que é homechooling? Uma escola bilingüe?”. Então, explicação por explicação, já seria interessante você instruir a criança na medida em que for crescendo, a ser um verdadeiro expert no assunto e dar todas as informações necessárias de forma clara e com propriedade.

Outro fator agravante, é o medo (às vezes pânico para alguns pais) de serem denunciados e se verem envolvidos em um tsunâmi jurídico. Para falar a verdade,  compreendo perfeitamente esses sentimentos, pois ninguém quer ter essa dor de cabeça de forma intencional. Então, muitos de nós apresentam várias ressalvas em matricular os filhos em escolas de línguas e música, e outras atividades extracurriculares, por não confiarem nos estabelecimentos, pois os mesmos possuirão os dados cadastrais da família como endereço e telefone.

São preocupações muito legítimas, mas tenho aprendido com o tempo que quem está na “chuva é para se molhar”. E que a partir do momento que acreditamos tanto na Educação Domiciliar que investimos nossas vidas e de nossos filhos nessa empreitada, temos que ser corajosos o suficiente em defender nossas escolhas. Também devemos estar cientes, que quando optamos por esse caminho, existirão possibilidades reais de sermos envolvidos em algo que não queremos. Nesse caso específico, ajuda muito a compreender que todas as coisas acontecem debaixo da soberania de Deus, e que nenhum fio de cabelo cai de nossa cabeça sem que Ele tenha ciência. Ser prudente ajuda, é claro. Mas não haverá nenhum esforço humano, nenhum subterfúgio que impeça os planos do Senhor em nossas vidas, sejam eles agradáveis ou desagradáveis. Assim, quando a desconfiança e o medo apertam, entregue-os ao Senhor e descanse em sua providência.

Com a nossa vivência aprendemos uma coisa. Chamamos de compartilhar responsabilidades. Quando desejamos matricular nossos filhos em alguma atividade extracurricular, conversamos diretamente com o responsável pelo curso. Apresentamos a modalidade educacional, e a seriedade que essa opção de vida traz. Deixamos claro a nossa expectativa quanto a importância do curso ou prática esportiva que estamos adquirindo. Por exemplo, quando fomos matriculá-los no inglês, falamos da importância da aquisição da língua para a educação das crianças, e que necessitávamos o maior empenho possível por parte da escola para que as crianças aprendessem bem e rápido, pois dependíamos disso para adquirir materiais melhores e oportunidades acadêmicas mais amplas para nossos filhos. Funcionou bem. Temos reuniões frequentes e individualizadas com a coordenadora, monitorias quando percebem que não estão acompanhando, avaliações constantes, e muita atenção e dedicação por parte do corpo docente. Assim é também em cada uma das escolas de esportes que praticam. Temos conquistado a simpatia dos professores de todos os tipos para a Educação Domiciliar.

Acredito que atualmente seja muito mais fácil falarmos que praticamos homeschooling, do que há exatos 5 meses atrás. O grande refresco para nossas preocupações foi dado pelo ministro Barroso, quando suspendeu todas as ações contras as famílias homeschoolers até que seja julgada a constitucionalidade da modalidade.

Então, hoje temos total liberdade de falarmos, e a incrível oportunidade de aproveitarmos todos os momentos para fazermos uma propaganda pró ativa em favor da Educação Domiciliar. Portanto encorajo você que é homeschooler, não deixar de mencionar no supermercado, na livraria, na festa, no shopping, para os vendedores, e por onde mais passar, sobre o homeschooling ,suas características e seus benefícios. Dessa maneira estará ajudando a difusão do movimento e, por tabela, a sua família também!

E lembre-se: sejamos corajosos, prontos para lutar por algo que acreditamos  verdadeiramente!

Pensamentos de um filho educado em casa sobre os pais

Por: Davi Santos

          Família 2015Olá, meu nome é Davi e tenho 12 anos. Eu comecei a ser educado em casa esse ano, (2016) e quando soube que eu sairia da escola, realmente foi um tremendo choque para mim. Fiquei bastante confuso, pois passara a minha vida toda sendo ensinado na escola. Achava estranho, pois eu nunca consegui imaginar a minha casa como um ambiente de estudo. Porém, meus pais (César e Renata) me disseram para não me preocupar e confiar neles, pois tinham certeza que aquilo iria ser melhor para mim e para meus irmãos.

            Entrando na adolescência, vários têm dificuldade para confiar em seus pais e obedecê-los. Esta fase é bastante difícil para a maioria dos adolescentes, que acham que seus pais são chatos, irritantes e só sabem pegar no pé. Eu, sendo criado em uma família cristã reformada e sendo guiado pelas Escrituras, entendo que os pais são uma benção na minha vida e dos meus irmãos. Principalmente neste momento, quando meus pais são meus “professores” e passo a maior parte do tempo junto deles.

            Minha mãe é a minha principal educadora. Ela é fisioterapeuta, mestre em neurociências e tem várias pós-graduações. Até o ano passado era professora universitária, mas deixou tudo isso para ficar conosco. Minha família entende que o objetivo principal da vida de uma mulher casada e com filhos é ensiná-los a viver neste mundo tão difícil enquanto se tem tempo, pois a oportunidade passa bem rápido, e quando você abre seus olhos, os filhos já estão adultos e com a cabeça formada. Se você desperdiçar essa oportunidade de carinho e afeto, garanto que não terá outra.

            Escrevi este relato por experiência de vida própria. Tenho visto que vários adolescentes têm vergonha de falar de seus pais, principalmente quando estes estão ensinando as coisas certas e apropriadas a eles. Então, em vez de falar bem de seus pais, só falam pelas costas e desprezam o tempo em que passam juntos. Não percebem que seus pais são um modelo que os prepara para o futuro. Estes momentos tão preciosos não podem ser ignorados. Desfrutem o máximo de seus pais, pois eles são instrumentos do SENHOR na sua vida para te ensinar no caminho.

             Hoje, já tenho um outro ponto de vista em relação a educação domiciliar. Agora entendo que estou estudando não por obrigação, mas pelo prazer em aprender. Também, agradeço a Deus pelos meus pais, e percebo a dedicação deles neste novo tipo de aprendizado. No princípio eu estava nervoso, mas eu confiei em meus pais. Agora, desfruto de várias alegrias na companhia da minha família.

            “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. ” Pv 22: 6

Confissões de uma mãe homeschooler

 

 

Por Renata Santos

Sou uma mulher feliz. Atualmente parece ser impossível que tal substantivo possa caminhar junto com tal adjetivo. A mulher pode ser livre, pode ser independente, bonita ou feia. Mas feliz, está difícil…

Muitas procuram palavras libertárias para trilhar a busca pelo caminho da felicidade, e tentam sinceramente buscá-la. Correm, correm em busca da danada da felicidade, e nunca alcançam. Podem até em determinados momentos encontrar aquela alegria momentânea, esfuziante, porém logo se colocam na velha lida de correr atrás do que poderia preencher suas vidas.

A maturidade e a Escrituras me levaram a refletir melhor sobre o contentamento. Encontrar a felicidade fica mais fácil quando se tem um Senhor misericordioso lhe dizendo exatamente como se encontra. Então, aqui estou eu, compartilhando com vocês sobre a minha alegria.

Tenho contentamento no meu Deus, que enviou o seu filho para me salvar. Obrigada Senhor por me escolher, mesmo eu não sendo merecedora do Seu amor.

Tenho contentamento em ser esposa, amando e sendo amada por um marido zeloso, cuidadoso e provedor. Sou feliz por ser protegida, tratada como uma rainha, respeitada pelas minhas virtudes, pelo meu intelecto e exortada pelos meus erros.

Tenho contentamento em ser mãe, graça concedida, favor imerecido. Me regozijo em cuidar de minha casa, mesmo tendo a bagagem acadêmica que tenho. Gosto de estar em casa, de criar um ambiente de paz, um lar aconchegante, amo pastorear os meus filhos de perto, cuidando de seus corações.

E agora, nessa nova fase de minha vida, estou jubilante com a opção de dedicar minha energia a educar meus filhos em casa. É como se todos os meus dons e talentos convergissem em um só propósito: redimida, mulher, esposa, mãe, professora. Tudo o que eu sou está canalizado em um só esforço: trilhar o caminho da vida, conduzindo os meus filhos pelas mãos, segundo as ordenanças do Senhor.

Por isso, não me sinto explorada por um suposto acúmulo de funções (pois a função é única, nós é que a dividimos em inúmeras partes para depois não conseguirmos cumpri-las).  Pelo contrário, me sinto compelida a ir mais longe: a ser mais piedosa, a ter meus pecados tratados, a crescer em sabedoria e conhecimento. Não tenho jornada dupla ou tripla, tenho uma jornada única, certeira, em que todas as minhas energias convergem para me conduzir ao alvo juntamente com os que me  foram confiados.

Agradeço a Deus pela vida que tenho, com todas as limitações e dificuldades pelas quais uma mãe passa. Agradeço pela oportunidade ímpar de estar junto aos meus filhos, pois tenho desfrutado do crescimento e amadurecimento deles. Estou ensinando-os a enxergar o mundo a partir das lentes do alto, a serem sujeito ativos e críticos, a não se conformarem com esse mundo, a fazer diferença para o Reino.

Não há maior alegria para uma mulher do que esta!

Filhos são uma dádiva e não um fardo

Por César M. Santos

Vivemos em uma sociedade que desconhece totalmente a perspectiva da soberania de Deus, de sua graça e provisão. O presente século ensina que cada um é dono de seu destino, que as posses, renda, moradia e formação acadêmica é que vão determinar sua felicidade e sua prosperidade. Com esta triste visão não é de se estranhar que os filhos sejam vistos como um peso, um fardo ou como uma fonte de preocupações e gastos.

Aqueles casais, que tem a coragem de se casar, esperam até que tenham casa própria, carro, “estabilidade” no emprego, conclusão de sua graduação e/ou pós graduação para, somente então, pensar em ter um filho.

Infelizmente esta visão se entranhou até mesmo na Igreja de uma tal forma que tem se tornado mais e mais difícil encontrar famílias que tenham mais de um filho.

Entretanto devemos conhecer e crer na Palavra de Deus que nos revela de forma maravilhosa a correta visão que devemos ter dos filhos.

No relato da criação, primeiro capítulo de Genesis, quando Deus abençoava algo criado Ele estabelecia um propósito e dotava a coisa criada com a capacidade de cumprir tal propósito e em Gn 1.28a  encontramos: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a…” .A possibilidade de gerar filhos é uma benção dada por Deus e as pessoas se recusam a aceitar este ensinamento bíblico.

O Sl 127.3-5 registra que “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta”. Os filhos são herança no hebraico este termo é empregado para uma relíquia, uma propriedade ou um patrimônio; são um galardão que recebemos na presente vida como um benefício ou recompensa. Na sequência vemos uma símile, usada na poesia hebraica para reforçar ou enfatizar uma ideia, afirma-se que os filhos são como flechas, são instrumentos úteis em nossa batalha espiritual e na carreira da fé, pois nos ensinam a ter mais intimidade com o Senhor e a depender verdadeiramente d’Ele em suaarc-1306660_960_720 preparação (criação dos filhos) para um dia serem lançados.

O salmista afirma Feliz o homem que enche deles a sua aljava.
Na Bíblia a posteridade numerosa é um evidente sinal do favor divino.

Continuando nos salmos o Sl 128.1-4 que resume todo o ensino bíblico acerca de uma família piedosa fiel afirma:

Cântico de romagem

Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!  Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao SENHOR!

A verdade bíblica é que os filhos são uma benção, um presente, uma dádiva preciosa que o Senhor nos confia. Eles são uma das maiores alegrias que podemos receber em vida.

Devemos ensinar tais verdades em nossas igrejas, aos nossos jovens e apoiar os casais que se dispuserem a ter vários filhos. Os líderes devem admoestar em amor e com mansidão os casais, que tem sucumbido a visão humana ou secular e que percebem os filhos como um peso ou um fardo.

O trabalho que a criação dos filhos possa dar é incomparavelmente menor do que a alegria e gozo que eles nos dão quando os criamos no caminho do Senhor.

Eu não tenho tempo!?

Por: César Santos

Este Post está disponível em Áudio

Se você fizer a seguinTemo é dinheirote pergunta: quem deve educar as crianças? Verá que, para as pessoas de uma forma geral, este entendimento é totalmente confuso, pois tem sofrido uma significativa deturpação em consequência da visão absolutamente equivocada da estrutura familiar e das prerrogativas do Estado e da sociedade em geral.

O apóstolo Paulo, em sua carta a Igreja de Éfeso, dá uma exortação: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”(Ef 6.4). A responsabilidade primordial da educação das crianças é dos pais, não é da babá, da escola ou tão pouco da Igreja. Não é correto você delegar a outro, ainda que por meio de contratação ou vínculo empregatício, a responsabilidade de educar seus filhos.

Há uma justificativa imediata apresentada pela maioria dos pais: “mas eu não tenho tempo para ficar com meus filhos, eu tenho que trabalhar”. Devemos fazer algumas ponderações:

Você realmente tem que manter sua carga de trabalho por absoluta necessidade? Se o seu motivo para “ter pouco tempo com seus filhos” é realmente lhes prover a subsistência, se os recursos para arcar com os gastos essenciais como alimentação e saúde só serão obtidos com a manutenção de sua carga horária, então caberá a você aproveitar ao máximo o tempo em que estiverem juntos (viúvos, viúvas, pais solteiros e outros casos).

Porém, se sua família tem condições de se manter sem uma ausência longa dos pais, especialmente da mãe, se o ponto principal que te mantém ausente é satisfação pessoal, realização profissional, obtenção de reconhecimento, prestígio ou elementos não vitais como aquisição de bens, viagens,  medo do porvir ou insegurança (financeira), lembre-se: o seu tempo com seus pequenos (me refiro aos anos em que eles estarão com você até saírem de casa) é pouco, passageiro e muito precioso.

O casal deve se sentar e conversar, como já vimos (posts anteriores), deve traçar um planejamento e fazer um levantamento de quanto tempo efetivamente tem passado em família.

Lembre-se que este momento de acompanhamento em tempo integral de seus filhos é uma oportunidade fugaz. Já vimos que normalmente nossos filhos ficam conosco até a conclusão de seu ensino acadêmico que pode ser técnico ou universitário. Porém bem antes deste momento, por volta dos 16 anos, sua autonomia e desenvoltura associados a responsabilidade junto a sociedade, seus conceitos e valores fundamentais, normalmente já estão plenamente desenvolvidos. Lembro aos jovens casais que vocês ainda terão muitos anos pela frente e nesses dias ansiarão por ter mais tempo com os filhos, mas eles terão muitas atividades e responsabilidades que lhes tomarão tempo. Uma grande oportunidade terá passado.

Obviamente que nunca é tarde para se iniciar, mas devo reforçar a seguinte exortação: Organizem-se a fim de que durante os preciosos anos da infância de seus filhos a sua presença seja a mais constante possível. Lembre-se do paradigma ou conceito social que devemos quebrar “tempo é dinheiro”. Devemos ter coragem de crer na verdade declarada na Bíblia no livro de Provérbios que “melhor é o pouco, havendo o temor do SENHOR, do que grande tesouro onde há inquietação” (Pv 15.16). Estes poucos anos nos quais vocês vão abrir mão de maiores proventos financeiros ou acadêmicos terão um retorno de valor incalculável que é a formação de seus filhos.  Um abraço César Santos.

Educação, um dever dos pais -Ensinando no Caminho – Parte 3

Por: César Santos.

A educação e admoestação de nossos filhos é opcional?20160318_121544

Pv 22.6  Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.

Ef 6.4  E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.

Definitivamente não. Aqui podemos observar dois imperativos: ensina e criai! Não temos a opção de nos privar ou de fugir dessa responsabilidade, do contrário, estaremos desobedecendo a vontade clara de nosso Senhor.

Os Benefícios

Pv 6.23 Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida.

Temos a maravilhosa oportunidade de ensinar nossos filhos o caminho da vida. Na Palavra de Deus encontramos tudo o que é necessário saber e ensinar acerca de nossa relação para com Deus e com o próximo, tudo que é necessário saber acerca da presente vida e do porvir.

Aproveite este grande privilégio, que os anjos almejam mas não tem, que é falar das Boas Novas de Salvação a seus filhos. Falar das verdades espirituais e ser instrumento para que eles conheçam de fato e de verdade o Autor e Consumador de nossa fé.

Temos a nossa disposição o manual do fabricante que aborda toda e qualquer área de nossas vidas. Que maravilhoso tesouro nós temos, ao alcance das mãos, porém quão frequentemente o negligenciamos e nos apoiamos nos ensinamentos e conceitos do mundo, nas tradições familiares ou nas visões sociais.

Pela instrumentalidade da Palavra você fornecerá a seu filho as ferramentas para se proteger das armadilhas do presente século e romper os paradigmas ou modelos do mundo. Alguns exemplos:

Pv 24.5 Mais poder tem o sábio do que o forte, e o homem de conhecimento, mais do que o robusto.

Pv 15.16  Melhor é o pouco, havendo o temor do SENHOR, do que grande tesouro onde há inquietação.

Pv 16.8  Melhor é o pouco, havendo justiça, do que grandes rendimentos com injustiça.

Rm 12.14 abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.

Outro maravilhoso benefício proveniente da correta educação e instrução de seus filhos pode ser encontrado em Pv 29.17 “Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma”. Os pais que não se furtarem de educar e admoestar seus filhos na Palavra experimentarão essa maravilhosa realidade e promessa. Muitas vezes ouvirão exclamações de pessoas do mundo, ao ver o bom comportamento de seus filhos, que dirão “que sorte a sua de ter filhos tão bonzinhos” e os pais, sabendo que a sorte não tem nada a ver com isso, mas sim o cumprimento da promessa associada à disciplina e correção, darão glórias a Deus. Pois além do bom comportamento nos dão imensurável alegria!!!

Finalmente, vejamos neste tópico dos benefícios  um dos versos mais conhecidos.

Pv 22.6  Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda  quando for velho, não se desviará dele.

Este provérbio não nos fornece uma formula infalível para salvação de nossos filhos, pois a Bíblia é clara no que se refere a predestinação a eleição Rm 9. 15-16 “…Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia”.

A promessa deste provérbio é de que os valores, conceitos e preceitos ensinados as crianças serão levados por elas pela vida afora. Nosso esforço e trabalho não serão em vão se diligentemente obedecermos esta instrução.

Obviamente é inquestionável, como mencionei anteriormente, a instrumentalidade dos pais no evangelismo de seus filhos. Devemos descansar na Palavra que nos afirma em Ef 2.8-9  “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;  não de obras, para que ninguém se glorie”. Lembrando sempre que “… a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” Rm 10.17

Ensinando no Caminho – Parte 2

Uma oportunidade fugaz

Por: César M. Santos

Devemos trazer aIMG_3452_3 mente de forma clara o seguinte fato: o período que nossos filhos estarão debaixo de nossos tetos ou sob nossa guarda e responsabilidade é extremamente curto e fugaz se comparado com todos os anos de nossas vidas.

Vejamos: a expectativa de vida média em nosso país já é maior que 74 anos. Normalmente nossos filhos ficam conosco até a conclusão de seu ensino acadêmico, seja técnico ou universitário, às vezes saem mais sedo.

Supondo que nossos filhos “venham” (nascimento) quando estivermos por volta dos 30 anos, o momento do “bater de asas” chegará quando ainda estivermos em plena atividade com uns 50 anos.

Entretanto bem antes deste momento, por volta dos 16 anos, sua autonomia e desenvoltura associados a responsabilidade junto a sociedade, seus conceitos e valores fundamentais, normalmente já estão solidamente desenvolvidos ou estabelecidos.

Como marido e mulher ainda teremos muitos anos pela frente e nesses dias ansiaremos por ter mais tempo com os filhos, mas eles terão muitas atividades e responsabilidades que lhes tomarão tempo. Uma grande oportunidade terá passado.

 

Um período Especial

Os pais devem se lembrar da excepcional capacidade de absorção de informação que os pequeninos tem.

O período da infância é sabidamente conhecido com um período de grande aptidão e facilidade para aquisição de conhecimento e desenvolvimento de habilidades básicas, devido a plasticidade cerebral. Esta verdade é registrada no conhecido Pv 22.6  Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. A verdade espiritual deste provérbio é que os valores, conceitos e preceitos ensinados as crianças serão levados por elas pela vida afora.

Fui agraciado e tremendamente impactado pela convivência e exemplo de servos de Deus e suas famílias piedosas. No ano de 2004 passei um final de semana na casa de missionários canadenses que me ensinaram a aproveitar as refeições para ter momentos de maravilhosas devocionais familiares com as crianças das mais variadas idades.

Alguém poderia me questionar se este negócio de família em volta da mesa  estudando a bíblia é coisa de gringo ou de estrangeiros?!?! De forma alguma, veja a descrição bíblica do e homem bem-aventurado que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!

Sl 128.3  Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa.

A mesa da família cristã é uma maravilhosa oportunidade para ensinar as crianças no caminho, que transcende aspectos culturais, aplicando-se aos crentes de todos os povos línguas e nações.

Não há idade para início da devocional e do meditar na palavra, pois o papai e a mamãe têm que desenvolver essa maravilhosa prática o quanto antes, se é que não a aprenderam com seus pais.

A verdade é que até uma determinada idade você terá a oportunidade de forjar o caráter de seu filho e auxiliar na construção de sua cosmovisão. Porém quando ele entrar na adolescência ou mocidade esta possibilidade cai significativamente.

 

Ensinando no Caminho – ParteI

IMG_2776Nossos filhos – A realidade espiritual

Por: César M. Santos

Na visão do mundo todas as crianças são puras e ingênuas. O que as torna más são os maus conselhos, as más companhias, as más condições de vida ou o meio social no qual tais crianças estão inseridas, ou seja, o meio ambiente.

Porém, segundo a revelação que o Senhor nos concedeu, a Bíblia, a verdade é bem diferente:

Pv 22.15  A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela

Estultícia significa tolice, loucura ou falta de senso.

Sl 51.5 Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.

Rm 5.12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

Esta verdade bíblica é inquestionável, ainda que possa ser negada por muitos. Aqueles dentre nós que já são pais puderam observar, bem de perto, que desde os primeiros dias de vida, apesar de toda a “fofura” condensada naquela pessoinha linda e cheirosa, são manifestadas a ira, rebeldia, egoísmo, avareza, ciúmes e vários outros defeitos inerentes a todos os filhos de Adão.

O único, depois de Adão, que nasceu sem pecado foi o Senhor Jesus, perfeitamente homem e perfeitamente Deus. Todos os demais assim como eu e você, assim como os nossos filhos, nascem em pecado, nascem pecadores.

A verdade espiritual é que nossos filhos nascem aptos e propensos a se desviar do caminho, aptos e propensos ao pecado, a errar o alvo. Nossa responsabilidade é colocá-los no caminho correto.

Temos de colocar as coisas como de fato são e reorganizar nossos pensamentos e prioridades tendo em vista a vontade revelada.

Ensinar No Caminho – Muito mais do que Pavlov

A grande maioria dos pais e dos educadores aprontam uma tremenda confusão no que se refere à educação e criação de filhos. Eles confundem educação com condicionamento, treinamento ou adestramento.

Qualquer pai, mesmo descrente, consegue treinar seu filho a ter um comportamento socialmente aceitável através de várias apresentações de um sistema de punição e recompensa (Pavloviano). Porém isso não é educação ou ensino nem criação na perspectiva Bíblica. Infelizmente muitos têm se contentado com as dicas e orientações da Supernanny.

Como pais crentes temos o privilégio de ser instrumentos nas mãos de Deus para pregar aos nossos filhos as Boas Novas de Salvação, mostrar a vereda dos justos, andando no caminho da vida e ensinando como eles podem glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

Eles devem entender, desde a mais tenra idade, que existe o certo e o errado, o Caminho correto segundo a revelação de Deus e o caminho errado que é o pecado. Devem entender que o caminho errado ou pecado normalmente ocorre quando seguimos as vontades humanas e inclinações naturais.

Todos nós gostaríamos que nossos filhos obtivessem grande sucesso acadêmico, social, profissional e sentimental, porém o que importa no final das contas é a sua situação espiritual. Mt 16.26  Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?

Nossos filhos não devem ser condicionados ou adestrados, eles devem ser pastoreados e evangelizados. Não se pode fazer separação entre as coisas espirituais e a vida do dia a dia, pois sua situação espiritual e de seus filhos terão evidente impacto em todas as áreas de suas vidas.

Continua (em breve)