Indicação de livros

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A indicação de livros é um processo interessante e tem uma responsabilidade intrínseca: primeiro temos que ler de forma crítica, depois passar por vários crivos ( morais, intelectuais, filosóficos), para depois termo coragem de  indicá-los.

Tenho recebido muitos pedidos sobre indicações de bons livros clássicos e não clássicos para idades específicas. Como eu já sabia que a Educar estava planejando uma série de posts sobre isso, pedi a muitos que esperassem um pouquinho, pois existiam pessoas que estão fazendo esse trabalho precioso.

Então, aí está o primeiro post com as indicações para crianças pequeninas (e não tão pequeninas)!

Inicie ou complete sua biblioteca com essas excelentes dicas!

Dicas de livros: Educar

 

 

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Filosofia educacional subjacente às metodologias adotadas na Educação Domiciliar- Parte 3

livros

Seguimos a nossa série que aborda as principais filosofias que sustentam a nossa prática na Educação Domiciliar e também as metodologias empregadas na escolas. Lembre-se de que a análise é realizada sob uma ótica cristã. Caso ainda não tenha visto, dê uma olhadinha na Parte 1 e a Parte 2.

Naturalismo Romântico

O naturalismo romântico valoriza a liberdade individual para o desenvolvimento do potencial da pessoa, tendo como alvo, a auto-afirmação. A auto-realização e afirmação devem ser produzidas por meio de diversos processos de desenvolvimento da educação que enfatizem a expressão criativa. Os que defendem essa posição incluem John Holt, Ivan Lich, A, S. Neill e Carl Rogers. As atividades de aprendizado são baseadas nas necessidades sentidas e reais da pessoa, identificadas com ajuda de outras pessoas. O currículo produz um ambiente livre de aprendizado com a maximização de auto-expressão e criatividade artística.O professor é um visionário que oferece espaço para a autodescoberta e pesquisa por parte de outros. Os professores são suficientemente permissivos e apoiadores, dando liberdade para o aprendizado. Os alunos são vistos como flores que desabrocham, sem o impedimento da sociedade. São estimulados a aprender em uma variedade de modos, conforme melhor se dispõe como indivíduos. O ambiente ideal para a educação inclui a escola livre, a sala de aula aberta, o mundo aberto e o lar, onde o estudante está livre da competição intensa, disciplina severa ou do medo do fracasso. Tais ambientes são de clima laissez faire (deixe passar) ou “descolado”, onde a escolaridade é ligada à rigidez e imposição. O naturalismo romântico é recomendável em sua preocupação com o indivíduo, a liberdade humana, a estética e a criatividade. Pode ser criticado pela negação da responsabilidade e autoridade do professor de compartilhar sabedoria e direção necessárias. Com sua ênfase na liberdade, os românticos negam a realidade do pecado humano, bem como a necessidade de disciplina.

Existencialismo

O existencialismo como filosofia educacional enfatiza a busca interior por significado da própria existência na realização da autenticidade pessoal. Defensores do existencialismo na educação incluem Maxime Greene, Martin Buber e Carl Rogers. O conteúdo da educação existencialista é centrado nos temas da condição humana com atividades de aprendizado livres de empecilhos racionais. Essas atividades são programadas para libertar o indivíduo para encontrar a si mesmo. O currículo inclui oportunidades de introspecção e reflexão num ambiente livre para o aprendizado e aberto a mudanças. O professor é um colega do estudante na indagação e participante na jornada por significado. O professor é uma pessoa autêntica e madura e profunda em sua compreensão de vida. O aluno é pessoa em busca do significado de sua própria existência e está aberto a indagações e questionamentos. O ambiente ideal para esse aprendizado profundo deverá permitir o encontro pessoal que examina o mundo interior. Uma sala de aula onde são valorizadas a reflexão e a introspecção oferece esse ambiente, mas outros também podem ser imaginados. O existencialismo como filosofia educativa pode ser recomendado por sua preocupação com o indivíduo e o lugar da escolha pessoal. Valoriza a autenticidade e integridade, enfatiza responsabilidades pessoais e estimula a criatividade bem como as descobertas pelos alunos. O existencialismo se revolta contra tendências materialistas e conformistas da sociedade moderna e reconhece a presença da alienação. Mas os existencialistas podem ser criticados quando o foco no indivíduo diminui a autoridade do professor. Pode levar a uma posição exageradamente introspectiva, reduzindo a realidade a categorias relativas de experiências e desprovidas de absolutos universais. O foco existencial sobre a existência pessoal e a escolha como maior valor pode diminuir o lugar da existência e escolha de Deus. A verdade, nesta filosofia, pode estar sempre em expansão, sem possibilidade de continuidade na herança cristã.

Terminamos enfim as filosofias. Em um próximo post, estarei relacionando algumas das metodologias mais usadas na Educação Domiciliar com as filosofias. Até breve!

 

Como trabalhar a Produção de Texto?

 

Lápis

Por: Renata Santos

Algumas pessoas tem me perguntado sobre como tenho trabalhado redação com as crianças. Na verdade, trabalho da mesma forma com os três, mesmo minha filha tendo 10 anos e os gêmeos 13, logicamente fazendo a mais nova acompanhar o ritmo dos mais velhos (porque como poderão observar, ela dá conta).

No primeiro semestre do homeschooling deixei a escrita livre. Tínhamos dois horários na semana para a realização de uma composição de texto. Deixei-os escrever o que tinham vontade, livre de qualquer direcionamento de tema, tipo ou gênero textual. Eles se esbaldaram. O objetivo principal nessa fase foi de conquistar as crianças para se expressarem por meio da escrita, amarem redigir e valorizarem os livros que estavam lendo.

Por falar em livros, no semestre foram lidos vários e vários livros, grandes e pequenos, de prosa, poesia e contos, biografias, clássicos e não clássicos. Mas sempre de alta qualidade. Nada desses livros comerciais, de diálogos pobres com enredos repetitivos e repletos de ensinamentos duvidosos.

Nessa fase, “brincávamos” um pouco com os temas a serem abordados: cada um sugeria 3 temas em pequenos papeis que eram dobrados e sorteados no dia da redação; a inspiração vinha de alguma música clássica (Prokovief é ótimo para isso) ou de algum quadro. A imaginação foi o nosso limite, e de lá saíram excelentes textos. A leitura do texto para a família era um prazer que motivava a elaboração cuidadosa do texto. A correção era feita em conjunto comigo antes da leitura.

Então fui observando, que na medida em que liam um livro, pediam para escrever algo semelhante: poesias, fábulas, narrativas descritivas… e todos eles decidiram se aventurar em escrever um livro ( nas horas vagas!), como um hobbie. Claramente o objetivo foi alcançado.

No segundo semestre, após conquistar o coração de meus filhos para a leitura e escrita, decidi formalizar o ensino da redação para potencializar o talento deles. Depois de muito procurar ( não encontrei um manual de redação apropriado para crianças maduras na linguagem em português), achei um livro pequeno, mas com o conteúdo que estava procurando. Chama-se Gêneros Textuais: práticas de Leitura Escrita e Análise Linguística, de Vanilda Salton Koche e Adiane Fogali Marinello. Embora o nome possa assustar, o livro é constituído por apenas 9 capítulos (Introdução, Gêneros textuais e tipologias textuais, Apólogo, Crônica, Conto Popular, Lenda, Mito, Artigo de opinião, Artigo de Divulgação Científica). Cada capítulo possui uma explicação teórica (leio e repasso para eles os principais pontos) e exercícios com textos clássicos de nossa literatura principalmente.

Então, temos trabalhado assim: estudamos a parte teórica, realizamos os exercícios e redigimos textos do assunto que abordamos. Tem funcionado bem. Associados a tudo isso, o hábito forte da leitura diária.

Então, para terem uma ideia de um texto narrativo descritivo elaborado por uma menina de 10 anos, coloco aqui o primeiro capítulo do livro (sem título ainda) que ela está escrevendo. Fiz algumas correções de pontuação e acentuação apenas (sempre ensinando algo, por exemplo a não separar o sujeito do predicado com a vírgula, ou ensinando o que é crase). Os adjetivos tem sido adquiridos das leituras e ela tem se deliciado no dicionário de sinônimos! O nome da cidade vem da associação de duas palavras em latim. A diagramação da página, ela mesmo elaborou baseada na observação dos livros que tem lido ( uma pena que o blog não consiga colar com as fontes que ela escolheu, nem respeitar os parágrafos…)

 

                        A descoberta entre as macieiras     

 

. Capítulo: 1

Era um dia escuro, em que as gotas de orvalho repousavam sobre as plantas. Alicia estava sentada sobre uma cadeira feita de palha, com madeira rustica. Seus olhos tinham cor de mel e seus lábios eram vermelhos como a mais fina rosa, seus cabelos balançavam em seu rosto quando a brisa soprava. Seus olhos estavam fixados em sua irmã que buscava alimento. E constantemente gritava o nome da irmã:

– Lítza! Volte para casa!

Lítza era uma jovem cuja beleza era parecida com a da irmã. Um arco e flecha fino feito de teixo se encontrava em suas mãos, e em suas costas estava uma aljava feita de couro que guardava cinco delgadas flechas que poderiam passar pelas costelas de qualquer um. Estava fora de casa pois caçava. Lítza ergueu seu arco e esticou a corda até a boca, estava mirando em uma corça não muito grande, da qual aperna dianteira esquerda estava machucada. Ao agachar na grama baixa, segurou a respiração. Os gritos de sua irmã a perturbavam, mas não perdia a concentração. Quando soltou a corda, sua flecha voou rapidamente, até acertar o animal. Terminando de esfolar a corça, colocou-a dentro de um saco surrado marrom. Chamando sua irmã para ajudar a carregar o saco, Alicia perguntou:

-Posso pegar umas maçãs no pomar da floresta? Talvez possamos vendê-las em Linmaque.

Alícia apenas queria fazer um agrado a irmã.

-Tudo bem querida, eu te agradeço, mas primeiramente ajude-me a levar a corça para casa, sim?

Assim elas arrastaram o saco sobre a fina e curta relva no morro em que sua casa ficava. Alicia pegou um lírio, cor de carmesim amarelado, e o cheirou. Com isso ela lembrou-se de seus pais, fazendo com que escorresse uma solitária lágrima dos seus belos olhos. Lítza olhou para sua irmãzinha, já sabendo o motivo das amargas lágrimas.

Quando elas chegaram, Alicia pegou delicadamente uma cesta de palha forrada com um pano branco. Dando um caloroso abraço na irmã, se dispôs a sair alegre pela porta de trás da casa. Alícia não passava de uma figura feliz no meio de uma terna floresta escura e bucólica. Pulando sobre as águas de um pequeno riacho ela avistou a macieira mais próxima e foi em sua direção. Com os cabelos em seu rosto por causa da ventania começou a colher maçãs de modo muito rápido. Ela avistou um brilho, cor de azul cobalto, que ofuscava seus alegres olhos. Curiosa abriu uma passagem entre as plantas com suas pequeninas mãos. Ao encostar seu rostinho entre as plantas avistou um utensilio que parecia ser um colar. Alícia admirada pelo magnífico objeto soltou um leve gritinho de seus lábios. Mais curiosa ainda, ela resolveu averiguar o objeto. Apurou os olhos para enxergar melhor. Conseguiu avistar pequenas letras escritas em uma língua muito estranha.

-O que e isto?  – Pensou ela.

Seus olhos estavam ainda focados no objeto

-Para que serve isto? E que letras escritas são essas? Não consigo entendê-las, parecem estar escritas em outra língua… talvez Lítza consiga ler – afirmou.

-Bom, não tenho tempo para pensar nisso, tenho que voltar para casa.

Pegando a cesta com as maçãs tão vermelhas quanto seus lábios, saiu a correr pelo mesmo caminho que viera.

Quando abriu a porta viu que Lítza a esperava sentada na cadeira de balanço, organizando seus novelos de lã brancos em sua caixa de costura.

-Alicia, é você querida?

-Sim…eu mesma. – Falou Alicia enquanto colocava a cesta na bancada de madeira.

-Você correu? Consigo ouvir sua respiração daqui.

Ao ouvir o comentário da irmã, Alícia diminuiu o ritmo de sua respiração e se sentou na pequena poltrona branca à sua esquerda.

-Parece estar pensativa… você viu alguma coisa…diferente? Perguntou Lítza com um certo interesse.

-Sim. – Disse Alicia com os olhos no teto de madeira.

-Interessante… o que viu exatamente? Exprimiu ela sem muita hesitação.

Alicia tirou do bolso de seu vestidinho surrado o objeto azul cuja aparência era parecida com a de um colar.

-A.…Alicia onde achou isso?-Perguntou Lítza com o dedo indicador apontado para o objeto azul.

-Atrás da macieira, entre os arbustos. Gostaria que me falasse… o que significam estas palavras.

Alicia deu o colar a Lítza.

-Bem, enquanto tento ler que tal você lavar as mãos? Daqui a pouco servirei o jantar.

-Tudo bem. – Disse Alicia com sua doce voz.

Enquanto se encaminhava até a cozinha, deixava marcas de pezinhos pretos por toda a casa. Quando enxugou as mãos conseguiu ouvir Lítza resmungando baixinho que não conseguia entender as palavras. Voltando para a sala, Alicia perguntou o significado das palavras com um certo desdém, já sabendo a resposta.

-Desculpe querida, não entendi nem uma palavra. Vamos jantar?

O chamado pela comida gritou mais alto fazendo com que Alicia cantasse alegremente.

Filosofia educacional subjacente às metodologias adotadas na Educação Domiciliar- Parte 1

Foto livro

As metodologias de ensino já são velhas conhecidas para aqueles que praticam educação domiciliar. Nesse post, gostaria de me aprofundar um pouquinho mais sobre quais as filosofias educacionais modernas que sustentam as várias metodologias adotadas pelos que educam em casa (e na escola também). Estou estudando um excelente livro do autor Robert W. Pazmiño, intitulado Temas Fundamentais da Educação Cristã, da Editora Cultura Cristã. Foi publicado primeiramente em 1997 e aqui no Brasil em 2008. O livro aborda a Educação Cristã na escola e na igreja, então o discurso do autor é voltado para as instituições escola e igreja,

O autor destaca as seguintes filosofias educacionais: perenialismo, essencialismo, comportamentismo, progressivismo, reconstrucionismo, naturalismo romântico e existencialismo. Transcrevo quase literalmente uma breve explicação sobre cada uma delas, suas vantagens e desvantagens sob o crivo das Escrituras. Veja se você consegue reconhecer qual é  o seu embasamento filosófico. A partir daí, aprofunde-se no estudo a fim de se aperfeiçoar na prática de seu homeschooling.

PERENIALISMO

Enfatiza o cultivo dos poderes de raciocínio junto com a excelência acadêmica. Afirma o propósito intelectual, espiritual e ético na educação ao guiar o indivíduo às verdades eternas. Os alvos incluem a transmissão e a assimilação de um corpo prescrito de matérias clássicas. Os defensores dessa filosofia incluem Aristóteles, Tomás de Aquino, e mais recentemente , Robert Hutchins, Mortimer Adler, Allan Bloom e Jacques Maritain. O conteúdo desse tipo de educação inclui os grandes livros do mundo ocidental, os clássicos e as artes liberais tradicionais. A mente e a razão são enfatizadas na exposição dos estudantes às grandes obras do passado intelectual ocidental. O currículo é centrado na matéria ou assunto estudado, enfatizando a disciplina mental e análise literária. O professor é um acadêmico, filósofo por excelência, que tem amplo conhecimento de vastas áreas do saber. Correspondendo ao papel do professor, o aluno é visto como ser racional que deverá ser guiado pelos primeiros princípios conforme revelados nos clássicos e nas artes liberais. Os principais ambientes de aprendizado são a sala de aula ou salão de palestras, o lugar de estudo e a biblioteca, onde a herança clássica pode ser compartilhada ou adquirida por meio de um estudo diligente. O perenialismo pode ser elogiado pela sua sensibilidade para com o passado, sua preocupação com a racionalidade e sua ênfase na excelência. Esta filosofia propõe que existe verdade absoluta e que a natureza humana é coerente. O perenialista reconhece os propósitos intelectuais, espirituais e éticos da educação. Pode ser criticado por sua preocupação com o passado e com sua tendência racionalista. Sua uniformidade curricular pode abafar a criatividade e sua abordagem intelectual, dirigida pelo professor, pode não reconhecer o caráter das pessoas e os limites da razão humana.

ESSSENCIALISMO

O educador essencialista enfatiza a excelência acadêmica, o cultivo do intelecto e a transmissão e assimilação de um corpo prescrito de matéria a ser estudada. O discernimento das verdades a partir desta perspectiva é possibilitado pelo uso de cuidadosa observação e da razão. Os principais defensores dessa posição são Arthur Bestor, e Admiral Hyman G. Rickover. Para o essencialismo, o conteúdo da educação inclui as disciplinas acadêmicas fundamentais e a maestria de conhecimentos básicos e avançados. Diferente do perenialismo, o essencialismo considera essencial a ciência moderna e a indagação experimental, além dos estudos clássicos. O essencialismo sinaliza um movimento educativo que volta ao que é básico e acrescenta à dominação desses básicos amplamente definidos para incluir uma variedade de matérias de estudo. O professor modelo é a pessoa de letras e ciências que está sintonizada com o mundo moderno e alcançou o nível de especialista em sua área de competência. O estudante é visto como ser racional que obtém domínio dos fatos e habilidades essenciais que sustentam as disciplinas intelectuais para ajustar-se ao ambiente físico e social.  Como o perenialismo, o essencialismo está centrado principalmente na sala de aula e na biblioteca, mas também enfatiza o laboratório de pesquisa. Os estudantes obtêm acesso à ampla gama de disciplinas acadêmicas por meio de estudo nesses ambientes. O essencialismo pode ser recomendado por sua ênfase no domínio de habilidades básicas de aprendizado e seu reconhecimento da necessidade de trabalho árduo e disciplina no aprendizado. Esta filosofia reconhece também os propósitos intelectuais, espirituais e éticos na educação. Mas diferente do perenialismo, o essencialismo não é totalmente intelectual com maior preocupação pelo ajustamento individual ao ambiente físico e social. Podem ser ressaltadas críticas quanto ao seu direcionamento pelo professor e sua possível tendência ao racionalismo. Pode levar ao exclusivismo se as necessidades das pessoas especiais forem ignoradas no compartilhar exposição a campos mais amplos de conhecimento que talvez não estejam relacionados à experiência pessoal ou do grupo.

Continua no próximo post…

Educação Clássica: Ciências

Rutherford na Universidade de McGil em 1905.

Finalmente saiu mais um vídeo sobre a Educação Clássica!

Me desculpem a demora, mas conversando com o César, concluímos que quando optamos pela Educação Domiciliar, pensávamos que teríamos muito trabalho, mas que o mesmo estaria restrito a nossa família. Grande erro, Deus nos tem chamado para algo que sequer imaginávamos, e estamos envolvidos com uma série de ações em prol da Educação Domiciliar no Brasil. Isso tudo é para justificar o atraso nesse projeto da instrução das disciplinas dentro da Fase Lógica na Educação Clássica.

Vou confessar que quando estava estudando qual metodologia iria aplicar aqui em casa, e li como a Educação Clássica trabalha as Ciências, fiquei absolutamente cativa! Fui apanhada com uma flechada no coração! Como devem perceber, tenho uma veia acadêmica pulsante e talvez seja esse o motivo para ter sido capturada pela Educação Clássica.

Nesse vídeo explicarei como temos trabalhado, e devo dizer que essa deve ser a disciplina que na prática as crianças tem mais prazer em se dedicar. Talvez seja pelos assuntos que abordamos associados a curiosidade nata das crianças, mas creio que a maneira como estamos fazendo seja um fator bastante considerável para a adesão das crianças.

Então é isso aí. Segue o vídeo abaixo, espero muito que gostem!

 

Ensino de inglês – dicas de material

Uma alternativa para o aprendizado de inglês para aquelas famílias que possuem muitos filhos. Penso ser fundamental o aprendizado da língua inglesa para que nossos filhos possam ter acesso ao conhecimento em fontes primárias, ou mesmo em outros tipos de fontes de boa qualidade. Além disso, poderão participar de cursos de extensão on line ministrados nas grandes universidades de renome no mundo. É o universo do conhecimento que se amplia…

Nossa Herança

english

Creio que todo mundo saiba da importância do aprendizado da língua inglesa nos dias de hoje. Além de importante para o mercado de trabalho, ela abre muuuitas portas para literatura que ainda não foi disponibilizada no português. Imagine quanto conhecimento está guardado nos livros de língua inglesa esperando por sua leitura? Pense no quanto o homeschooling é enriquecido quando se tem acesso a mais materiais do que temos aqui! Eu como estudante de Inglês/Literaturas língua inglesa na faculdade e sei do que estou falando… 😉

Mas se você, assim como eu, não tem taaanto dinheiro assim para pagar um curso de inglês para 2, 3, 4, 5 …… filhos, é bom dar uma olhada nessas dicas. Por mais que algumas sugestões não sejam de graça, ainda é mais barato do que 4 anos (ou mais) de mensalidade em cursinho*.

Esse texto teve muita ajuda de alguns amigos de um grupo…

Ver o post original 594 mais palavras

O estudo da lógica para crianças

 

Discussões nas redes sociais e no meio político são alguns exemplos que demonstram claramente que o brasileiro não sabe argumentar. Somos um povo analfabeto na arte da retórica (arte do argumento), pois não recebemos nenhum tipo de substrato teórico na nossa caminhada escolar. Aqueles transitam na arte da eloquência, certamente o fizeram por conta própria ou possuem cãs brancas, descendentes de uma educação bastante diferente da vigente.

Confesso que esse panorama me foi descortinado quando inciamos o nosso homeschooling. Até então, não tinha uma noção correta do que seria um ótimo argumento, tinha horror a presenciar qualquer discussão (pois certamente acabaria em desavenças),  e admirava grandemente aquelas pessoas que não possuíam uma clareza de pensamento, mas que também conseguiam transmiti-las de maneira eficaz ao ouvinte.

Segundo a Educação Clássica,  estudo da Lógica Tradicional pode ser inciado após a fase da gramática. Nessa fase, a criança aprende a ouvir um ponto de vista semelhante ou diferente do seu, a argumentar e  não se desviar do assunto discutido. Dessa forma, estará sendo preparada para a fase da retórica, onde aprenderá a se expressar adequadamente, reproduzindo um pensamento ordenado e claro, tendo o objetivo de convencer o seu ouvinte de que os seus argumento são válidos e bons.

Tenho aprendido muito com as crianças. Após esse aprendizado descobri que uma discussão entre pessoas que sabem argumentar pode ser saudável e benéfica, e ao final ambas as partes valorizam  e aprendem com seu oponente. Realmente é uma arte, em que as pessoas não são atacadas por pensarem diferente uma das outras. Uma realidade bastante diferente, inclusive para a nossa cultura.

Bom, posso citar alguns exemplos para que você tenha uma pequena ideia de como tropeçamos nas nossas discussões e não sabemos que estamos nos apoiando em argumentos fracos até mesmos falaciosos.

Argumento Arenque: alguns treinadores de cães farejadores, traçam trilhas com odores de animais para os cães aprenderem a rastrearem. Para desviar os cães da trilha correta, espalham o cheiro do arenque (fedido demais) para que os cães sigam a falsa trilha. Esse é um tipo de argumento que é inserido em uma discussão e que desvia a pessoa do tópico discutido. Isso é muito comum na internet. Começa-se a falar de um filme e daqui a pouco termina no impecheament. Um arenque certamente foi posto no meio da conversa…

Ataque ao homem (ad hominem): quem por exemplo já não atacou a pessoa ao invés do argumento? Um filósofo ou um pensador, do qual você discorda em grande parte de sua obra, pode ter um argumento bom sobre algo. Mas então você diz: olha quem está falando, é o Fulano, então vou desconsiderar tudinho o que ele disse!

Defesa Especial: “eu roubei o banco, é verdade, mas minha mãe estava doente!” É uma falácia na qual a pessoa quer ser uma exceção à regra por estar envolvida emocionalmente no assunto.

Falácia Genética: Como você pode usar chinelo de dedo? Você não sabe que ele veio dos hippies dos anos 70? O argumento é desconsiderado pela origem.

Bom, essas foram algumas das muitas coisas que temos aprendido aqui em casa, graças ao livro da família Bluedorn, disponível em formato digital na Amazon:

Este livro é uma pérola que não pode faltar no seu homeschooling. Minhas crianças estão se deleitando na arte da argumentação. O livro possui lições curtas com a teoria seguida de exercícios práticos, com “causos” e frases de pessoas famosas. A teoria possui desenhos, tirinhas, diálogos entre personagens, tudo muito voltado para  crianças a partir de 12 anos.

O livro está em inglês, mas tenho uma ótima notícia: já tem um casal conhecido que está agilizando a tradução, portanto, aguardem!!!

 

 

Uso da Tecnologia na ED: Atividade de história em filme

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Por Renata Santos

Realmente vivemos em outro tempo!

Estamos estudando a Antiguidade na disciplina de História, seguindo os moldes da Educação Clássica. Resolvi recomeçar tudo novamente com as crianças, e conforme eu expliquei no vídeo Educação Clássica: Disciplina de História, estamos estudando história de uma maneira mais coerente e eficaz.

É sabido que a Educação Clássica exige de seus estudantes muita leitura e escrita. Portanto, grande parte de nossas atividades abarcam essas duas habilidades, a fim de aprimorá-las cada vez mais. Porém, não nos restringimos somente a isso, mas também contemplamos os estudos com videos, filmes, passeios e vistas a museus e livrarias.

Durante o Congresso Mundial tive a oportunidade de escutar o Dr. Sugata Mitra falando sobre suas pesquisas sobre a inserção da Tecnologia na Educação. Quando digo inserção da tecnologia na educação, estou sendo bastante complacente, já que ele defende que haverá uma verdadeira substituição do modo tradicional de se fazer educação pelas mais variadas formas de tecnologia. Ele nos questiona enfaticamente: como você vai preparar o seu filho para o mercado de trabalho daqui a 30 anos, quando o mundo em que vivemos (em termos de tecnologia) não será mais o mesmo? Segundo ele, não há como compreender nossa insistência na escola tradicional, em carteiras, cadernos e canetas, já que a rápida evolução tecnológica nos proporcionará meios mais efetivos de se aprender. Não parece haver uma certa incoerência entre o hoje e o amanhã?

Confesso que a palestra me fez pensar muito. Pois aqui em casa, TV e computador são meios extremamente controlados. Damos muita ênfase a prática da leitura, artes e brincadeiras “analógicas”. Porém, é inegável que o argumento tem sentido.  Talvez a inserção e a ampliação do uso de tais ferramentas estariam colaborando para a integralidade da formação educacional de meus filhos. Mitra, em uma outra palestra, sugeriu que a tecnologia deva ser usada quando há: PESQUISA, PRODUÇÃO, COMUNICAÇÃO e COLABORAÇÃO.

É… gostei desses princípios, que se tornaram uma espécie de balizadores para uso das ferramentas digitais em nosso Homeschool. A partir dessa decisão, se a atividade preencher alguns desses critérios e realizadas com moderação (no uso do tempo especialmente), pode ser feito. As crianças amaram!

Voltando a história, estudamos o Novo Império do Egito um mês atrás. Um dos meus filhos me fez a proposta de criar um vídeo para demonstrar o que aprendeu. Eu aceitei. Veja:

 

Eu e César ficamos chocados. Além do conteúdo ( pesquisa e assimilação), Gabriel aprendeu várias habilidades que o ajudarão no futuro: aprendeu a lidar com programa de edição de vídeo,  a gravar voz e música, estruturou texto, depois o sumarizou e o adaptou a imagem. Gastou uma tarde trabalhando nesse projeto, com vários pitacos de sua equipe de produção (seus irmãos).

A partir desse momento, considerei que apenas lápis e papel não são suficientes para uma mente criativa. Embora tenham sua importância dentro de um processo global, não podemos restringir a instrução formal somente a isso. A elaboração da leitura e do texto escrito foram realizados, porém Gabriel foi muito além. Estou descobrindo potencialidades que não apareceriam se não fosse dada a oportunidade.

Outra questão a ser levantada é o tempo. As crianças educadas em casa tem tempo: tempo para serem criativos, tempo para execução de projetos, pois não estão exauridas cognitivamente e fisicamente. Estão alertas, prontas para explorar e criar e dedicar o tempo que for necessário para executar uma ideia.

Se você deseja entender um pouquinho da Educação Clássica nos tempos atuais, leia esse texto Como é Praticado o Ensino Cristão Clássico Hoje. Ele também trará boas reflexões para o seu Homeschool.

 

 

História Antiga: Conteúdos

 

 

Olá, estou aqui para cumprir com o prometido no video Disciplina de História na Fase da Lógica na Educação Clássica. Lá eu me comprometi  listar os conteúdos da História Antiga que estamos estudando, observando a cronologia dos acontecimentos históricos.

A proposta é que você tendo a cronologia dos acontecimentos históricos aqui selecionados em mãos, possa montar o seu plano de ensino, pesquisando em  fontes diversas. Funciona como um norte, ajudando a direcionar os estudos. Lembre-se, o estudo não precisa ser exaustivo no conteúdo, ou seja, não é necessário estudar as cores do colar do faraó no dia em que ele iria adorar no templo…rs. Atenha-se aos principais fatos e acontecimentos, se desapegue de muitas datas (guarde algumas poucas necessárias para a localização na linha do tempo), estude o cotidiano, os costumes, a geografia.

Tenho recebido vários comentários de pais cujos filhos estão na fase da gramática. Você pode perfeitamente aproveitar a sequência abordada aqui e montar o seu plano de ensino baseado nesta listagem de tópicos. Estamos seguindo o livro da Susan Bauer, The Story of the World: Ancient Times (Volume 1).  Bom proveito!

Conteúdo: Civilizações Antigas (5000 a.C – 400 d.C).

  1. Introdução a História.
  2. Os primeiros povos: os primeiros nômades, os nômades se transformam em fazendeiros.
  3. Egípcios: os 2 reinos, os deuses do Egito, os hieróglifos, pirâmides, múmias.
  4. Sumérios: a escrita cuneiforme, Sargão e os Acádios.
  5. Hebreus: Abraão, José.
  6. Babilônicos: Código Hamurábi
  7. Assírios: Shamshi-Adashi, a História de Gilgamesh.
  8. Primeiras cidades da Índia: Rota do Rio, o Mistério de Mohenjo-Daro
  9. China Antiga: Lei Zu e o bicho da seda, os pictogramas, agricultura.
  10. África Antiga: civilizações antigas do oeste da África, Anansi e a Tartaruga,
  11. O Reino Médio do Egito: Egito invade a Núbia, os Hiccsos invadem o Egito.
  12. O Novo Reino do Egito: O general e a mulher de Faraó, Amenotep e Faraó Tut.
  13. Os israelitas deixam o Egito: o bebê Moisés e o Êxodo.
  14. Os Fenícios: tratos comerciais, descobrindo Cartago.
  15. O retorno da Assíria: o ataque de Asurbanipal, a livraria de Nínive.
  16. Babilônia assume novamente: loucura de Nabucodonosor, os Jardins Suspensos da Babilônia.
  17. Vida na Creta antiga: marinheiros, Rei Minos e o Minotauro, o misterioso fim dos minóicos.
  18. Os primeiros gregos: os micênicos, os anos negros dos gregos.
  19. Grécia se torna civilizada novamente: Grécia e o Alfabeto, as Histórias de Homero, Os primeiros jogos olímpicos.
  20. Os Medos e os Persas: o novo império, Ciro, o Grande.
  21. Esparta e Atenas: vida em Esparta, vida em Atenas.
  22. Os Deuses Gregos: A Maçã Dourada.
  23. A Guerra dos Gregos: a Guerra dos Gregos contra a Pérsia, os gregos lutam entre eles.
  24. Alexandre, o Grande: Filipe e seu filho, as invasões de Alexandre, a morte de Alexandre.
  25. As civilizações das Américas: os desenhos de Nazca, as cabeças e os olmecas.
  26. O surgimento de Roma: Rômulo e Remo, o poder de Roma.
  27. O Império Romano: os deuses romanos, os construtores romanos, os gladiadores, a escola de gladiadores.
  28. A Guerra de Roma com Cartago: as Guerras Púnicas.
  29. Os arianos da Índia: a vida no rio Ganges, as castas da antiga Índia, Siddartha.
  30. O Império Máuria da Índia: o império unido, os contos de Jakata.
  31. China: caligrafia na China, guerreando nos estados, o primeiro imperador e a Grande Muralha, a tumba do Primeiro Imperador.
  32. Confúcio: o professor sábio da China.
  33. A ascensão de Julio César: César é seqüestrado, os cônsules de Roma, César e o Senado.
  34. César, o Herói: César luta contra os celtas, César cruza Rubicão, César e Cleópatra, a morte de César.
  35. O Primeiro Príncipe de Roma: César Augusto.
  36. O Surgimento do Cristianismo: o nascimento de Jesus, Jesus crucificado e ressurreto.
  37. O fim da antiga nação Judia: a destruição do templo.
  38. Roma e os cristãos: Nero, o Imperador do mau, os cristãos e as catacumbas, O imperador é um Cristão!
  39. Roma começa a enfraquecer: a rebelião britânica, Roma é dividida em duas.
  40. O ataque dos bárbaros: Átila, o huno; Estilicão, romano e bárbaro; a chegada dos Visigodos.
  41. O Fim de Roma: o último imperador romano, os presentes de Roma.

 

Educação Clássica: Disciplina de História

Aí está o vídeo da disciplina de História para a fase lógica sob a concepção de Susan Bauer.  Logo abaixo segue a bibliografia. Espero que aproveitem!

 

 

 

 

                                                      

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