Filhos são uma dádiva e não um fardo

Por César M. Santos

Vivemos em uma sociedade que desconhece totalmente a perspectiva da soberania de Deus, de sua graça e provisão. O presente século ensina que cada um é dono de seu destino, que as posses, renda, moradia e formação acadêmica é que vão determinar sua felicidade e sua prosperidade. Com esta triste visão não é de se estranhar que os filhos sejam vistos como um peso, um fardo ou como uma fonte de preocupações e gastos.

Aqueles casais, que tem a coragem de se casar, esperam até que tenham casa própria, carro, “estabilidade” no emprego, conclusão de sua graduação e/ou pós graduação para, somente então, pensar em ter um filho.

Infelizmente esta visão se entranhou até mesmo na Igreja de uma tal forma que tem se tornado mais e mais difícil encontrar famílias que tenham mais de um filho.

Entretanto devemos conhecer e crer na Palavra de Deus que nos revela de forma maravilhosa a correta visão que devemos ter dos filhos.

No relato da criação, primeiro capítulo de Genesis, quando Deus abençoava algo criado Ele estabelecia um propósito e dotava a coisa criada com a capacidade de cumprir tal propósito e em Gn 1.28a  encontramos: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a…” .A possibilidade de gerar filhos é uma benção dada por Deus e as pessoas se recusam a aceitar este ensinamento bíblico.

O Sl 127.3-5 registra que “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta”. Os filhos são herança no hebraico este termo é empregado para uma relíquia, uma propriedade ou um patrimônio; são um galardão que recebemos na presente vida como um benefício ou recompensa. Na sequência vemos uma símile, usada na poesia hebraica para reforçar ou enfatizar uma ideia, afirma-se que os filhos são como flechas, são instrumentos úteis em nossa batalha espiritual e na carreira da fé, pois nos ensinam a ter mais intimidade com o Senhor e a depender verdadeiramente d’Ele em suaarc-1306660_960_720 preparação (criação dos filhos) para um dia serem lançados.

O salmista afirma Feliz o homem que enche deles a sua aljava.
Na Bíblia a posteridade numerosa é um evidente sinal do favor divino.

Continuando nos salmos o Sl 128.1-4 que resume todo o ensino bíblico acerca de uma família piedosa fiel afirma:

Cântico de romagem

Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!  Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao SENHOR!

A verdade bíblica é que os filhos são uma benção, um presente, uma dádiva preciosa que o Senhor nos confia. Eles são uma das maiores alegrias que podemos receber em vida.

Devemos ensinar tais verdades em nossas igrejas, aos nossos jovens e apoiar os casais que se dispuserem a ter vários filhos. Os líderes devem admoestar em amor e com mansidão os casais, que tem sucumbido a visão humana ou secular e que percebem os filhos como um peso ou um fardo.

O trabalho que a criação dos filhos possa dar é incomparavelmente menor do que a alegria e gozo que eles nos dão quando os criamos no caminho do Senhor.

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Educação Domiciliar…por quê?

20160318_121548Em primeiro lugar porque queremos o melhor para os nossos filhos. É inquestionável que este desejo, o melhor para nossos filhos, seja uma marca inerente da paternidade e ela independe de aspectos geográficos, sociais, culturais ou religiosos. Como cristãos, eu e minha família sabemos que:

O melhor para nossos filhos é seguir o mais próximo possível do padrão estabelecido por Deus em Sua Palavra, a Bíblia. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. (2Tm 3.16)

Neste padrão vemos que é prerrogativa dos pais a instrução, ensino e educação de seus filhos. É totalmente lícito que os pais, em um ou outro assunto, solicitem auxílio de uma pessoa com mais conhecimento, para auxiliá-los em tal instrução. Entretanto, se possível, os pais devem ocupar o primeiro lugar em tal responsabilidade. “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. (Pv 22.6)

Em segundo lugar queremos proteger nossos filhos.

É inquestionável a tentativa de doutrinação a que nossos filhos têm sido submetidos nas escolas brasileiras de uma forma geral, tanto no setor privado quanto público. Entendemos que a educação não consegue ser neutra. Salvo por raríssimas exceções, de escolas verdadeiramente cristãs (confessionais), a regra é a adoção de materiais didáticos de qualidade moral questionável, colocando em cheque  valores inegociáveis como a importância da família, a sexualidade determinada por Deus dentre outros.

O famoso “bullying” se potencializa tremendamente frente a uma criança que evidencia ações, comportamento e linguajar totalmente diferente de seus colegas. A santidade sempre provoca esta reação do mundo, mas, se possível, o preparo e fortalecimento espiritual de nossos filhos deve preceder esta confrontação sistemática e permanente.

Em terceiro lugar queremos que nossos filhos sejam potentes instrumentos nas mãos de Deus para abençoar nossa sociedade e glorificar o Seu nome.

A forma ou estrutura escolar comum inviabiliza uma abordagem pessoal, individualizada e diferenciada do indivíduo.  Na educação domiciliar a aprendizagem é mediada pelo afeto, daqueles que mais se importam com a criança: seus pais, seus avós e parentes. Aliás, fala-se muito em trocar o termo domiciliar para familiar, já que todos os que amam a criança se sentem responsáveis pelo processo da formação educacional (instrucional e moral) da mesma.

Eis as respostas para os por quês…talvez estas repostas também podem trazer calor ao seu coração. Se esse for o caso, estamos felizes por compartilhar um pouco do que temos vivenciado. Para a nossa família, a educação domiciliar tem sido uma experiência maravilhosa e recompensadora! Talvez também seja para a sua…

                                                                                                                                           César e Renata