Filosofia educacional subjacente às metodologias adotadas na Educação Domiciliar- Parte 3

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Seguimos a nossa série que aborda as principais filosofias que sustentam a nossa prática na Educação Domiciliar e também as metodologias empregadas na escolas. Lembre-se de que a análise é realizada sob uma ótica cristã. Caso ainda não tenha visto, dê uma olhadinha na Parte 1 e a Parte 2.

Naturalismo Romântico

O naturalismo romântico valoriza a liberdade individual para o desenvolvimento do potencial da pessoa, tendo como alvo, a auto-afirmação. A auto-realização e afirmação devem ser produzidas por meio de diversos processos de desenvolvimento da educação que enfatizem a expressão criativa. Os que defendem essa posição incluem John Holt, Ivan Lich, A, S. Neill e Carl Rogers. As atividades de aprendizado são baseadas nas necessidades sentidas e reais da pessoa, identificadas com ajuda de outras pessoas. O currículo produz um ambiente livre de aprendizado com a maximização de auto-expressão e criatividade artística.O professor é um visionário que oferece espaço para a autodescoberta e pesquisa por parte de outros. Os professores são suficientemente permissivos e apoiadores, dando liberdade para o aprendizado. Os alunos são vistos como flores que desabrocham, sem o impedimento da sociedade. São estimulados a aprender em uma variedade de modos, conforme melhor se dispõe como indivíduos. O ambiente ideal para a educação inclui a escola livre, a sala de aula aberta, o mundo aberto e o lar, onde o estudante está livre da competição intensa, disciplina severa ou do medo do fracasso. Tais ambientes são de clima laissez faire (deixe passar) ou “descolado”, onde a escolaridade é ligada à rigidez e imposição. O naturalismo romântico é recomendável em sua preocupação com o indivíduo, a liberdade humana, a estética e a criatividade. Pode ser criticado pela negação da responsabilidade e autoridade do professor de compartilhar sabedoria e direção necessárias. Com sua ênfase na liberdade, os românticos negam a realidade do pecado humano, bem como a necessidade de disciplina.

Existencialismo

O existencialismo como filosofia educacional enfatiza a busca interior por significado da própria existência na realização da autenticidade pessoal. Defensores do existencialismo na educação incluem Maxime Greene, Martin Buber e Carl Rogers. O conteúdo da educação existencialista é centrado nos temas da condição humana com atividades de aprendizado livres de empecilhos racionais. Essas atividades são programadas para libertar o indivíduo para encontrar a si mesmo. O currículo inclui oportunidades de introspecção e reflexão num ambiente livre para o aprendizado e aberto a mudanças. O professor é um colega do estudante na indagação e participante na jornada por significado. O professor é uma pessoa autêntica e madura e profunda em sua compreensão de vida. O aluno é pessoa em busca do significado de sua própria existência e está aberto a indagações e questionamentos. O ambiente ideal para esse aprendizado profundo deverá permitir o encontro pessoal que examina o mundo interior. Uma sala de aula onde são valorizadas a reflexão e a introspecção oferece esse ambiente, mas outros também podem ser imaginados. O existencialismo como filosofia educativa pode ser recomendado por sua preocupação com o indivíduo e o lugar da escolha pessoal. Valoriza a autenticidade e integridade, enfatiza responsabilidades pessoais e estimula a criatividade bem como as descobertas pelos alunos. O existencialismo se revolta contra tendências materialistas e conformistas da sociedade moderna e reconhece a presença da alienação. Mas os existencialistas podem ser criticados quando o foco no indivíduo diminui a autoridade do professor. Pode levar a uma posição exageradamente introspectiva, reduzindo a realidade a categorias relativas de experiências e desprovidas de absolutos universais. O foco existencial sobre a existência pessoal e a escolha como maior valor pode diminuir o lugar da existência e escolha de Deus. A verdade, nesta filosofia, pode estar sempre em expansão, sem possibilidade de continuidade na herança cristã.

Terminamos enfim as filosofias. Em um próximo post, estarei relacionando algumas das metodologias mais usadas na Educação Domiciliar com as filosofias. Até breve!

 

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