Visita a galeria de arte

Por: Renata Santos

Certamente um dos presentes que Deus nos deu é saber apreciar o que é belo e o que é agradável aos ouvidos. Não há um ser humano que em sua existência não sentiu-se extasiado pela criação: a beleza do mar, o pôr-do-sol, um céu cheio de estrelas….Quantos de nós já nos emocionamos como uma bela melodia ou com palavras de um poema?

Sabem , existe um movimento nas últimas décadas defendendo que para se apreciar arte é necessária uma inteligência superior. Isso é uma falácia! Mentira pura! Serve apenas para grande parte da população se sentir desconfortável, pensando: “isso não é para mim!”, e delegando a uma “elite intelectual” o que deva ser considerado bom ou ruim.

Lógico que existem livros e cursos excelentes que nos auxiliam a compreender uma boa pintura ou uma boa composição musical (aqui em casa temos alguns). Mas isso não é impeditivo de se achegar perto de um lindo retrato pintado e dizer: puxa isso é muito bom! Ou mesmo pelo contrário, escutar uma música e dizer: isso não é bom!

Aproxime a arte de seu filho. Aqui em casa optamos por ensinar o que é realmente belo, e não o que as pessoas dizem que é belo. Tenho priorizado as pinturas realistas de paisagens, de fatos históricos, de retratos individuais e de famílias. Quanta história podemos aprender pelas pinturas, já que na época não existia fotografia! Também me preocupo em mostrar os méritos de um  artista: para que uma boa obra seja feita, leva-se tempo de estudo, vários projetos e muitas tentativas de execução.

Vistamos em fevereiro a galeria de arte do Museu Mineiro ( http://www.belohorizonte.mg.gov.br/local/atrativo-turistico/artistico-cultural/museu-mine) que possui exposições fixas e temporárias. Lá visitamos a obra de um artista mexicano chamado Armando Ahuatzi (http://www.ahuatzi.com). Confira o site e veja a beleza de suas pinturas.

Pedi as crianças que escolhessem qualquer um dos quadros expostos e que fizessem  uma descrição do quadro contando o que estava sendo retratado, as cores, e os sentimentos e lembranças que a pintura fazia surgir em seus corações. Vou dizer a vocês: os relatos foram maravilhosos!

Segue uma parte da descrição de um dos meninos, do quadro abaixo:

Arara com Delfim

“O pintor tenta demonstrar delicadeza e beleza neste quadro, brincando com os reflexos da luz e mexendo com as sombras. Ele pega o real e o transmite em seu quadro, no que parece uma fotografia. Gosta de usar cores vivas e misturar a natureza viva e morta, Nesta obra ele usou o verde, vermelho, amarelo, cinza, branco, azul, rosa, preto e marrom.”

Simples assim! Uma análise do que se vê, uma análise do que gosta!

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